Em meio ao rompimento de relações diplomáticas e a recentes ataques militares, a seleção do Irã enfrenta uma série de dificuldades para participar da Copa do Mundo de 2026, que será sediada nos Estados Unidos. Em 28 de fevereiro de 2026, a autoridade máxima do Irã foi assassinada em um ataque dos EUA, agravando ainda mais a tensão entre os dois países.
Contexto de hostilidade
As relações entre Irã e Estados Unidos estão rompidas desde a Revolução Iraniana de 1979. Nas últimas décadas, os conflitos se intensificaram, e o ataque de fevereiro de 2026 elevou o nível de hostilidade. Nesse cenário, a Copa do Mundo tornou-se um palco de tensões políticas.
Mesmo antes do início do torneio, surgiram impasses relacionados a vistos para representantes iranianos. Com dificuldades, parte da delegação conseguiu participar dos sorteios dos grupos e chaveamentos. No entanto, foi negada a possibilidade de os atletas se hospedarem nos Estados Unidos durante a competição, forçando a equipe a se alojar no México e realizar viagens de ida e volta no mesmo dia dos jogos.
Obstáculos logísticos e diplomáticos
O então presidente dos EUA, Donald Trump, aconselhou publicamente a seleção iraniana a não participar do torneio por questões de segurança. Diante disso, a Federação Iraniana discutiu a possibilidade de desistência, mas acabou solicitando que seus jogos fossem realizados no México ou no Canadá. O pedido foi negado. Todos os jogos da fase de grupos do Irã acontecem em solo americano: um em Seattle e dois em Los Angeles.
O presidente da Fifa, ao recusar a alteração, afirmou: “Temos que nos unir, temos que nos aproximar, e o futebol une o mundo”. A declaração ocorreu em meio a um bloqueio total na emissão de vistos para torcedores iranianos entrarem nos EUA. A única esperança de presença da torcida está no fato de que Los Angeles abriga mais de 500 mil iranianos e descendentes, formando a chamada “Pequena Pérsia”, uma das maiores comunidades iranianas fora do Irã.
Resistência iraniana
Apesar das adversidades, o Irã confirmou sua participação na quarta Copa consecutiva. O presidente da Federação Iraniana declarou: “É improvável que possamos olhar para a Copa do Mundo com esperança. Nenhuma potência externa pode privar o Irã de participar de uma Copa para a qual se classificou por mérito”. A presença iraniana no torneio é vista como um ato de resistência diante das dificuldades impostas pelo país-sede e pela Fifa.