O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã emitiu um alerta neste domingo, 14, afirmando que uma resposta aos ataques de Israel a Beirute, capital do Líbano, é 'iminente'. Em comunicado, o mais alto órgão de segurança do país declarou: 'A resposta dos combatentes do Islã é iminente' e acrescentou que 'o Líbano é a nossa vida e a violação das linhas vermelhas da República Islâmica não será tolerada'. A advertência ocorre em meio às negociações com os Estados Unidos, nas quais Teerã coloca o fim das hostilidades em todas as frentes no Oriente Médio — incluindo o Líbano, alvo de ofensiva israelense contra o Hezbollah — como condição para um acordo de paz.

Críticas de Qalibaf

O negociador iraniano Mohammad Baqer Qalibaf afirmou que 'a incursão dos sionistas em Dahiyeh demonstrou, mais uma vez, que os Estados Unidos ou não têm a vontade ou a capacidade de cumprir seus compromissos'. Em postagem na rede social X, Qalibaf disse que os EUA deram 'sinal verde' ao governo israelense para o ataque ao subúrbio no sul do Líbano, que deixou ao menos três mortos. 'O jogo do policial bom e do policial mau está ultrapassado. Se não há vontade nem capacidade de cumprir os compromissos, falar em dar continuidade ao caminho é impossível', alertou.

Posição de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a ofensiva israelense contra Beirute em publicação na Truth Social, rede social da qual é dono. Trump afirmou que o ataque 'não deveria ter acontecido, especialmente em um dia tão especial como este, em que estamos tão perto de um acordo de paz com o Irã'. Ele defendeu o direito de Israel de se defender, mas classificou o ataque ao qual Israel respondeu como 'muito pequeno e insignificante', ressaltando que 'ninguém ficou ferido, lesionado ou morto'. 'Não deve haver mais ataques de Israel em qualquer lugar do Líbano, mas também não deve haver mais ataques de qualquer outra parte, incluindo o Hezbollah, contra Israel. Este pode ser o início de uma paz longa e bela — não vamos estragar tudo!', acrescentou.

Resposta de Israel

O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, afirmou que 'o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, foi quem atacou Israel novamente esta manhã, sem qualquer provocação'. Em postagem no X, a pasta indicou que a milícia 'dispara constantemente contra civis israelenses' e que os ataques continuam 'mesmo após o cessar-fogo', recentemente ampliado por mais 45 dias.

Tensões entre Trump e Netanyahu

Esta é a mais recente discordância entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. No início do mês, os dois teriam discutido, com xingamentos por parte do americano, sobre uma incursão terrestre em Beirute. Segundo o portal Axios, em telefonema, Trump acusou Netanyahu de 'ingratidão' e disse: 'Você está completamente louco. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Todo mundo te odeia agora. Todo mundo odeia Israel por causa disso'.