A delegação do Irã deixou, neste domingo (21.jun.2026), o local das negociações com os Estados Unidos na Suíça, em protesto contra comentários do presidente Donald Trump (Partido Republicano) nas redes sociais. As informações são da agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã.
Em publicação na sua conta do Truth Social, Trump exigiu que o Irã interrompa imediatamente o financiamento e as ações militares do Hezbollah, que ele chamou de “agentes bem pagos”, no Líbano, e prometeu novos ataques caso as hostilidades continuem.

Pouco tempo antes, o chefe dos negociadores do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf já havia avisado que a Casa Branca deveria medir sua palavras e que o Irã interromperia todas as negociações com os EUA se o Artigo 1 do Memorando de Entendimento de Islamabad (que exige o fim imediato e permanente das operações militares, inclusive no Líbano) não fosse cumprido.
No entanto, autoridades de Israel, incluindo o premiê Benjamin Netanyahu (Likud, direita) e o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, já afirmaram sua intenção de manter controle militar no Líbano e impedir que o Hezbollah obtenha armas nucleares.
DECLARAÇÕES DIVERGENTES
Mais cedo neste domingo, o vice-presidente dos EUA, JD Vance (Partido Republicano), afirmou que houve “grande progresso” nas últimas horas nas negociações realizadas entre representantes dos EUA, Irã, Qatar e Paquistão, durante reunião em Bürgenstock, na Suíça.
A declaração do republicano vai contra a atitude do governo iraniano de deixar as negociações. Até o momento, não foi divulgado se o acordo será cancelado. As negociações foram interrompidas, mas não encerradas, segundo a Reuters.