O Irã estabeleceu a liberação de US$ 24 bilhões em ativos financeiros atualmente bloqueados como condição para avançar em um possível acordo de paz com os Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo conselheiro militar do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, Mohsen Rezaei, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (5).
Segundo Rezaei, a resolução do impasse no conflito está vinculada à autorização do governo de Donald Trump para a liberação desses recursos. O Irã propôs que US$ 12 bilhões sejam liberados imediatamente após a formalização de um acordo provisório, e os US$ 12 bilhões restantes em uma etapa subsequente. “As negociações estão num impasse e Trump precisa romper esse impasse”, afirmou.

De acordo com a CNN, representantes do governo Trump expressam preocupação de que o desbloqueio de fundos remova um elemento de pressão sobre o regime iraniano. O presidente republicano teria exigido que qualquer acordo futuro fosse mais substancial do que o pacto nuclear de 2015, buscando evitar o que ele descreveu como a entrega de “montanhas de dinheiro”, termo usado para criticar a decisão do então presidente Barack Obama de conceder compensação financeira a Teerã.
Rezaei detalhou a posição iraniana: “Se ele (Trump) quer chegar a um acordo com o Irã, esses US$ 24 bilhões são um teste de confiança que o Irã quer ter com Trump – este é um teste que os Estados Unidos precisam passar e o caminho será aberto. Este é o nosso dinheiro, não o dinheiro dos Estados Unidos.”

Sobre um possível retorno ao conflito, o conselheiro alertou: “Daremos outra dimensão à guerra atacando essas outras bases americanas que já vínhamos atacando”, acrescentando que “a possibilidade de guerra é baixa”. Acerca de um encontro entre Trump e Khamenei, ele afirmou que “não vai acontecer. Neste momento, estamos na primeira fase das negociações e o Sr. Trump paralisou as negociações.”
O conflito entre EUA e Irã se arrasta desde 28 de fevereiro deste ano, quando Estados Unidos e Israel realizaram um ataque ao território iraniano com base em alegações sobre o programa nuclear de Teerã.

Com informações de Brasil de Fato.