A Federação de Futebol do Irã acusou os Estados Unidos de adotarem um “comportamento vingativo” ao negar vistos para 14 dirigentes e funcionários que acompanhariam a seleção iraniana na Copa do Mundo. A lista inclui o vice-presidente da federação, Mehdi Mohammad Nabi, e o secretário-geral, Hedayat Mombeini. Não ficou imediatamente claro se o presidente da federação, Mehdi Taj, recebeu o visto.

As negativas ocorrem antes das partidas em Inglewood, na Califórnia, e em Seattle. As tensões entre Estados Unidos e Irã estão elevadas desde o início da guerra, em fevereiro, o que levou o Irã a transferir seu centro de treinamento de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México — cidade vizinha a San Diego.

Segundo a federação iraniana, as recusas “efetivamente privaram a seleção iraniana da oportunidade de competir em condições de igualdade e em uma competição livre de discriminação”. A seleção vinha se preparando em Antália, na Turquia, e estava programada para viajar ao México neste sábado (6). A equipe informou que recebeu os vistos da Embaixada do México em Antália.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou no início da semana que a delegação iraniana seria monitorada de perto em busca de pessoas com vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica. “Não temos problema com os atletas, como já afirmamos anteriormente, nem com sua equipe de apoio. Mas o que não vamos permitir é que incluam em sua delegação pessoas que sabemos não ter qualquer relação com o esporte e que possuam ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica ou algo dessa natureza. Portanto, vamos acompanhar isso muito de perto”, disse Rubio.

O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo e disputará partidas contra a Nova Zelândia em 15 de junho e contra a Bélgica em 21 de junho, ambas em Inglewood. A equipe encerrará a fase de grupos cinco dias depois, em Seattle. Estados Unidos e Irã poderão se enfrentar em 3 de julho, em Arlington, no Texas, caso ambas as seleções terminem em segundo lugar em seus respectivos grupos.

Com informações de CNN Brasil.