A emissão de vistos para a seleção do Irã nos Estados Unidos voltou a gerar controvérsia neste sábado. Enquanto os jogadores tiveram a entrada autorizada para disputar a Copa do Mundo, a embaixada iraniana na Turquia afirmou que vários funcionários tiveram o visto negado. O órgão acusou os EUA de tratamento discriminatório e pediu à Fifa que responsabilize o país-sede.

— Por que não diz que os vistos foram negados a uma grande porção do estafe executivo e de gestão, conselheiros técnicos, e outros que são uma parte integral de qualquer seleção nacional? Vocês elevaram ao mais alto nível o tratamento deliberado e discriminatório contra a seleção do Irã — diz trecho de post da embaixada do Irã no X.

A publicação foi uma resposta à nota do embaixador dos Estados Unidos na Turquia, Tom Barrack, que expressou orgulho pelo trabalho da embaixada em Ancara no processo de liberação de vistos. O Irã está em guerra contra os Estados Unidos e Israel desde fevereiro, o que afetou diretamente a preparação da seleção para a Copa do Mundo, com mudanças na base de treinos, ameaças de boicote e a novela dos vistos.

— O governo dos Estados Unidos, na prática, está privando a seleção do Irã de seu direito de jogar a Copa do Mundo sob condições normais, sem pressão e estresse indevidos. Isso representa o pior tipo possível de interferência política no esporte — acrescentou o post.

Nesta semana, o governo americano afirmou que não impediria a entrada de atletas e membros da comissão técnica, mas prometeu fiscalização rigorosa sobre possíveis infiltrados da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) durante o torneio.

O Irã está no grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia será contra a Nova Zelândia, em Los Angeles, no dia 15 de junho, às 22h (horário de Brasília). Todos os jogos da seleção iraniana na fase de grupos serão nos EUA: além de Los Angeles, o Irã enfrentará o Egito em Seattle.

Com informações de ge — Globo Esporte.