Uma portaria do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), assinada em 27 de maio, autorizou a adequação funcional de 80 assistentes e analistas para reforçar o setor responsável pela avaliação de pedidos de benefícios sociais e previdenciários de pessoas com deficiência, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
De acordo com o documento, servidores com formação em Serviço Social que atualmente atuam no Serviço de Reabilitação Profissional — área que treina e prepara pessoas com incapacidade temporária para retornar ao trabalho — poderão ser remanejados para realizar Avaliações Sociais. A portaria tem validade de 90 dias, prorrogável por mais 45 dias.
O reforço será distribuído entre as superintendências regionais da seguinte forma:
- Nordeste: 30 servidores
- Norte/Centro-Oeste: 13
- Sudeste I: 12
- Sudeste II: 13
- Sudeste III: 7
- Sul: 5
A adesão dos servidores será voluntária, com prioridade para aqueles com perfil para atendimento remoto, que já participem do Programa de Gerenciamento de Benefícios ou que não exerçam atuação híbrida entre a reabilitação profissional e o serviço social.
Críticas da associação
A Associação Nacional dos Analistas do Seguro Social (Anaseg) criticou a portaria, afirmando que a medida prejudica e desampara a área de reabilitação profissional. Segundo a entidade, o caminho para enfrentar as filas do INSS não é deslocar servidores de uma área para outra, mas “ampliar” a força de trabalho e fortalecer os serviços.
A Anaseg declarou que a portaria fragiliza o serviço de reabilitação profissional e que cobrará do governo uma solução estrutural para a recomposição dos quadros. “Não se combate uma fila criando outra fila invisível. A Reabilitação Profissional precisa ser fortalecida, não desmontada”, concluiu a entidade.
Nova regra do Bolsa Família
Na terça-feira (2), passou a valer outra regra que permite a manutenção de beneficiários no Bolsa Família até a conclusão da análise de pedidos de BPC. A medida cria um período de transição entre os dois benefícios e autoriza que o pedido do BPC siga para análise mesmo que a renda familiar supere o limite em função do Bolsa Família.
Regras básicas para concessão do BPC
- Renda familiar per capita de até ¼ do salário mínimo;
- Idade igual ou superior a 65 anos ou deficiência verificada por avaliação biopsicossocial;
- Inscrição no Cadastro Único, com CPF de todos os integrantes e informações atualizadas;
- Registro biométrico na Carteira de Identidade Nacional (CIN) ou, transitoriamente, no Título de Eleitor ou na Base da Polícia Federal;
- Residência no Brasil.
Com informações de G1 — Política.