A seleção da Inglaterra se prepara para a Copa do Mundo de 2026 com uma combinação de talento individual e comando técnico que gera expectativas na torcida. Sob o comando do alemão Thomas Tuchel, campeão da Liga dos Campeões e de títulos nacionais com Chelsea, PSG e Bayern de Munique, a equipe busca encerrar um jejum que dura desde a conquista do Mundial de 1966.

Tuchel e a flexibilidade tática

Thomas Tuchel é conhecido por sua obsessão pelo controle ofensivo e pela solidez defensiva, baseada em uma marcação de alta pressão inspirada nos conceitos de Ralf Rangnick. O treinador tem implementado um sistema 4-3-3, com Declan Rice como pilar defensivo e dois meias mais avançados, mas não se prende a uma única formação. Dependendo do adversário, a Inglaterra pode atuar em um 4-4-1-1 compacto ou com três zagueiros (3-4-2-1 ou 3-4-3), utilizando laterais ou volantes para ocupar essas posições. Essa capacidade de adaptação é vista como uma das marcas da carreira de Tuchel.

Harry Kane: o capitão artilheiro

O atacante Harry Kane, capitão e principal referência ofensiva, vem de uma temporada de destaque pelo Bayern de Munique, com 36 gols na Bundesliga em 31 jogos — 17 a mais que o vice-artilheiro. Além da precisão como finalizador, Kane participa da construção das jogadas, recua para criar superioridade numérica no meio-campo e possui visão de jogo para encontrar passes difíceis. Sua movimentação abre espaços para que pontas e meias ataquem as costas da defesa adversária.

Bellingham: o futuro que já chegou

Jude Bellingham é descrito como o atleta mais completo do elenco, combinando liderança, personalidade e maturidade. Atua em praticamente todas as funções do meio-campo, marca, cria, conduz o jogo e aparece em momentos decisivos. Sua habilidade de conduzir a bola, pressionar e chegar à área o torna peça fundamental no esquema de Tuchel.

Outros destaques e o desafio histórico

Bukayo Saka, na ponta, é rápido e criativo, enquanto Declan Rice oferece equilíbrio defensivo. Apesar do talento individual, a Inglaterra carrega o peso de décadas de expectativas frustradas. A Copa de 2026 representa mais uma oportunidade para a seleção provar que pode ser campeã, não apenas produzir talentos.

Com informações de ge — Globo Esporte.