Um incêndio de grandes proporções atingiu uma comunidade na região de Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, na madrugada desta quinta-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 150 barracos foram destruídos pelas chamas.
Combate às chamas
O fogo começou por volta das 4h30 e se espalhou rapidamente entre as moradias, muitas construídas com madeira e materiais inflamáveis. Equipes dos bombeiros foram acionadas imediatamente e mobilizaram aproximadamente 30 homens e 10 viaturas para o combate. Após horas de trabalho, as chamas foram controladas. As equipes seguem atuando no rescaldo, retirando botijões de gás e outros materiais inflamáveis para evitar novos focos e reduzir riscos de explosões.

Causas e investigação
As causas do incêndio ainda são desconhecidas e serão investigadas pela perícia da Polícia Técnico-Científica. Durante a operação, um bombeiro caiu de uma laje, mas sofreu apenas ferimentos leves, sem gravidade, conforme informou a capitã Karoline Magalhães.
Assistência às vítimas
Paralelamente, a Prefeitura de São Paulo, em conjunto com lideranças comunitárias, iniciou o cadastramento dos moradores afetados para prestar assistência às famílias. Além dos barracos completamente destruídos, diversas moradias que não foram diretamente atingidas sofreram danos estruturais. O trabalho agora é identificar quantas famílias necessitarão de apoio emergencial, incluindo acolhimento temporário e assistência social. Animais também foram resgatados às pressas por moradores e equipes no local. Muitos residentes deixaram suas casas apenas com a roupa do corpo, levando consigo apenas documentos e poucos pertences.
Relatos de moradores
Maria Aparecida Ribeiro Silva, moradora da comunidade há 14 anos, relatou momentos de desespero ao perceber a rápida propagação do fogo. Segundo ela, foi possível salvar apenas alguns documentos e objetos pessoais antes de deixar a residência. Agora, aguarda informações sobre o acolhimento das famílias afetadas e não sabe como será o processo de abrigo e assistência nos próximos dias.
As autoridades seguem monitorando a situação e prestando atendimento às vítimas.