O Ibovespa, principal índice acionário da B3, encerrou maio com queda de 7%, a maior para um mês desde fevereiro de 2023. O movimento de correção se estendeu pelos primeiros 14 dias de junho, acumulando seis sessões consecutivas de perdas. Embora inicialmente possa parecer um problema local, os números indicam que a fuga de capital estrangeiro atinge diversas economias emergentes.
Em abril, o Ibovespa havia acumulado ganhos de dois dígitos, mas a virada em maio surpreendeu investidores. A desvalorização reflete, em parte, fatores globais, como o aumento da aversão ao risco e a expectativa de juros mais altos nos países desenvolvidos. No entanto, analistas apontam que o fim de um conflito geopolítico relevante — ainda sem data definida — pode reabrir uma janela para o retorno de recursos estrangeiros aos emergentes.
Mudança de cenário no mercado brasileiro
O desempenho do Ibovespa em maio reverteu parte dos ganhos observados nos meses anteriores. A queda de 7% foi a mais acentuada desde fevereiro de 2023, quando o índice registrou retração semelhante. Nos primeiros dias de junho, a tendência de correção persistiu, com o mercado operando sob pressão de incertezas domésticas e externas.
Emergentes em compasso de espera
O Brasil não está sozinho. Outros mercados emergentes também enfrentam saída de capital estrangeiro, segundo dados recentes. Fatores como a política monetária dos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa contribuem para o cenário de aversão ao risco. Investidores migram para ativos considerados mais seguros, como títulos do Tesouro americano.
Fim do conflito como catalisador
A perspectiva de encerramento de um grande conflito geopolítico — mencionado como 'guerra' no relatório original — pode alterar esse quadro. O fim das hostilidades tende a reduzir a incerteza global e estimular o apetite por risco, beneficiando ativos de países emergentes. Caso a trégua se concretize, analistas preveem uma janela de oportunidade para a entrada de capital estrangeiro no Brasil e em outras economias similares.