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Hamilton vence o GP da Catalunha Depois de sete corridas na atual temporada, a Aston Martin – equipada pelos motores Honda – segue muito abaixo do que se esperava e conquistou apenas um ponto na F1. Em entrevista ao site oficial da categoria, Koji Watanabe, presidente da HRC (Honda Racing Corporation, divisão de automobilismo da marca) explicou os motivos do início ruim. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google Hamilton pilota Ferrari de três lugares na pista de Fiorano; veja Fernando Alonso abandona GP de Barcelona-Catalunha da F1 2026 Clive Rose/Getty Images Antes de chegar à Aston Martin, a Honda teve uma parceria vitoriosa com a Red Bull, encerrada no ano passado. De acordo com Watanabe, dois motivos ajudam a explicar a crise: a mudança de ares em meio ao novo regulamento e a decisão de se manter na F1, depois de ter anunciado que deixaria a categoria. – É importante reconhecer que a situação atual é fundamentalmente diferente do momento em que trabalhamos juntos com a Red Bull. O regulamento é bastante difícil, é uma nova parceria com a Aston Martin, o combustível é Aramco, uma nova parceira, e o lubrificante é Valvoline, nova. Então tudo é novo para nós, não é fácil – disse. Em 2021, a Honda anunciou que deixaria a Fórmula 1 ao fim daquela temporada. No entanto, resolveu permanecer, mas a maior parte dos funcionários alocados no projeto anterior foram remanejados. Com isso, de acordo com Watanabe, a fornecedora precisou de tempo para reajustar suas operações, o que contribuiu para a desvantagem. – A recuperação do atraso causado pela nossa desistência prévia nos custou tempo. O começo tardio de desenvolvimento, além do tempo necessário para reconstruir as capacidades e competências necessárias e trazer de volta o talento necessário, foram fatores significativos – acrescentou. Fernando Alonso e Koji Watanabe, presidente da divisão de corridas da Honda Alastair Staley/LAT Images O início de temporada da Aston Martin foi cercado de expectativa, e não só pela parceria com a Honda, empresa multicampeã na Fórmula 1. O alto investimento em estrutura e em funcionários, como o lendário projetista Adrian Newey, colocaram a equipe como possível candidata a ameaçar as grandes nesta temporada. Entretanto, os problemas do time começaram já na pré-temporada, com falta de peças e quebras constantes. Fernando Alonso e Lance Stroll, pilotos do time, passaram a sofrer com vibrações oriundas do motor, e a equipe só conseguiu solucionar o problema no GP de Miami. O AMR26, carro do time para este ano, também não é dos mais fortes em termos de chassi e aerodinâmica - em Mônaco, pista que não exige tanto do motor, a equipe seguiu com um desempenho bastante ruim, embora Fernando Alonso tenha pontuado após uma corrida com muitos abandonos e punições. Graças ao sistema de auxílio a motores deficitários, chamado costumeiramente de ADUO, a Honda terá a oportunidade de desenvolver os motores utilizados pela Aston Martin durante a temporada, com mais tempo de testes, subsídios no teto de gastos e duas oportunidades de atualização. Mesmo assim, Watanabe acredita que as melhorias não vão fazer milagres nesta altura do campeonato. – Não vai mudar dramaticamente a situação de um dia para o outro, então a nossa abordagem não muda, e vamos continuar trabalhando com uma perspectiva de longo prazo. Aston Martin e Cadillac têm os carros menos competitivos da F1 2026 Andy Hone/LAT Images Embora admita que a Honda e a Aston Martin estejam insatisfeitas com a atual situação do carro, o presidente da HRC acredita que o trabalho não deve ser avaliado apenas pelos resultados desta temporada – e garantiu que a fornecedora ainda possui muito apoio da escuderia inglesa. – A gestão da Honda leva a atual situação muito à sério e não está satisfeita com os resultados atuais. Há um entendimento compartilhado de que é necessário melhorar, e a o mesmo tempo, também há um entendimento claro de que o projeto deve ser avaliado em um período de médio a longo prazo, não neste ano. A gestão continua a dar um forte apoio e a ter boas expectativas, com foco no processo de resolução do desafio que enfrentamos – finalizou. Infos e horários GP da Áustria de F1 2026 Infoesporte