O Grupo F da Copa do Mundo de 2026 reúne Países Baixos, Japão, Suécia e Tunísia, com jogos marcados para Arlington (Texas) e Monterrey (México). A primeira rodada ocorre no domingo (14), com Países Baixos enfrentando o Japão às 17h (horário de Brasília) e Suécia contra Tunísia às 23h.

Países Baixos

Técnico: Ronald Koeman. Capitão: Virgil van Dijk. Os neerlandeses lideraram o grupo G das Eliminatórias Europeias, invictos em oito jogos, com 27 gols marcados e quatro sofridos. A sequência invicta dura desde novembro de 2024, após derrota para a Alemanha na Nations League. O time utiliza o 4-2-3-1, com meio-campo forte e defesa que mescla experiência e juventude, mas o ataque é considerado inconsistente. Contra adversários mais fracos, como Malta e Lituânia, venceram com facilidade; já contra Polônia, Noruega e Equador, tiveram dificuldades.

O que esperar: Após campanha de quartas de final em 2022, a equipe atual é considerada inferior. No chaveamento, podem enfrentar o Brasil logo nos 16 avos de final e, se passarem, times como Alemanha, França, Senegal ou Noruega nas oitavas.

Escalação provável (4-3-3): Bart Verbruggen; Denzel Dumfries, Virgil van Dijk, Micky van de Ven, Nathan Aké; Frenkie De Jong, Ryan Gravenberch, Tijani Reijnders; Donyel Malen, Memphis Depay, Cody Gakpo.

Destaque: Virgil van Dijk, mesmo longe do auge, é o líder defensivo e motivacional. Frenkie de Jong é o maestro do meio-campo.

Fique de olho: Brian Brobbey, atacante do Sunderland, pode ser opção vinda do banco como centroavante forte e rápido.

Japão

Técnico: Hajime Moriyasu. Capitão: Wataru Endo. O Japão liderou o Grupo C da terceira fase das Eliminatórias Asiáticas. A equipe utiliza um 3-4-2-1 móvel, que se transforma em linha de cinco defensores sem a bola e se torna ofensivo com a posse. A circulação rápida de bola e a movimentação constante são características. Nas Eliminatórias, o time mostrou capacidade de assumir o controle contra adversários menores e de acelerar transições contra seleções fortes, como na vitória sobre a Espanha em 2022.

O que esperar: O Japão tem expectativa real de avançar ao mata-mata. Uma possível segunda colocação no grupo pode colocá-lo diante do Brasil nas oitavas de final. Em amistoso em outubro de 2025, o Japão venceu o Brasil por 3 a 2.

Escalação provável (3-4-2-1): Zion Suzuki; Ko Itakura, Hiroki Ito, Shogo Taniguchi; Hidemasa Morita, Wataru Endo, Ritsu Doan, Keito Nakamura; Takefusa Kubo, Daichi Kamada; Ayase Ueda.

Destaque: Wataru Endo, volante do Liverpool, é o capitão e responsável pelo equilíbrio defensivo, permitindo liberdade aos criativos.

Fique de olho: Daichi Kamada, meia do Crystal Palace, oferece inteligência tática e mobilidade para conectar setores.

Suécia

Técnico: Graham Potter. Capitão: Victor Lindelof. A Suécia se classificou pela repescagem das Eliminatórias Europeias, após campanha desastrosa no grupo (último lugar, sem vitórias). A vaga veio pelo desempenho na Liga das Nações. Potter assumiu e reorganizou a equipe, priorizando organização defensiva e transições rápidas. A força está na combinação de solidez coletiva com ataque veloz, liderado por Alexander Isak, Viktor Gyokeres e Anthony Elanga.

O que esperar: A Suécia pode ser uma das seleções mais incômodas fora do grupo de favoritas. A disputa por vaga no mata-mata é realista, mas a consistência defensiva será crucial. Esta é considerada uma das gerações mais talentosas do país nas últimas décadas.

Escalação provável (3-4-2-1): Nordfeldt; Lindelof, Isak Hien (Carl Starfelt), Gustaf Lagerbielke; Yasin Ayari, Jesper Karlstrom, Daniel Svensson, Gudmundsson; Anthony Elanga, Benjamin Nygren (Alexander Isak); Viktor Gyokeres.

Destaque: Viktor Gyokeres, atacante do Arsenal, é a principal referência ofensiva, autor do gol da classificação na repescagem contra a Polônia.

Fique de olho: Lucas Bergvall, meio-campista do Tottenham, de 20 anos, reúne qualidade técnica e versatilidade para atuar em diferentes funções.

Tunísia

Técnico: Sabri Lamouchi. Capitão: Ellyes Skhiri. A Tunísia liderou o grupo H das Eliminatórias Africanas. A equipe é conhecida pela defesa baixa, meio-campo compacto e dedicação defensiva. Não sofreu gols nas 10 partidas das Eliminatórias. Lamouchi assumiu após a demissão de Sami Trabelsi, que caiu após eliminação nas oitavas da Copa Africana de Nações. O novo técnico busca rejuvenescimento, com naturalização de Rani Khedira (irmão de Sami Khedira) e convocações de jovens como Khalil Ayari (PSG), Rayan Elloumi e Raed Chikhaoui.

O que esperar: A Tunísia nunca passou da fase de grupos em sete participações. Em um grupo equilibrado, a tarefa é difícil, mas pode aproveitar fragilidades dos adversários.

Escalação provável (4-2-3-1): Aymen Dahmen; Yan Valery, Dylan Bronn, Montassar Talbi, Ali Abdi; Ellyes Skhiri, Rani Khedira; Sebastian Tounekti, Hannibal Mejbri, Elias Saad; Hazem Mastouri.

Destaque: Hannibal Mejbri, meia de 23 anos, é pilar da seleção com 44 jogos, apesar de não ter se destacado na Premier League pelo rebaixado Burnley.

Fique de olho: Khalil Ayari, ponta canhoto do PSG, com bom drible e agilidade, pode ser opção vinda do banco.

Com informações de Trivela.