O Grupo B da Copa do Mundo de 2026 reúne três seleções que participam do torneio pela segunda vez — Canadá, Catar e Bósnia e Herzegovina — e a Suíça, que disputa seu sexto Mundial consecutivo e tenta finalmente avançar além das quartas de final.
A primeira rodada será disputada em dois dias. Na sexta-feira (12), às 16h (horário de Brasília), os anfitriões Canadá enfrentam a Bósnia no BMO Field, em Toronto. No sábado (13), no mesmo horário, Suíça e Catar se enfrentam no Levi's Stadium, em Santa Clara.
Canadá
Técnico: Jesse Marsch | Capitão: Alphonso Davies | Classificação: País-sede | Participações em Copas: 3 | Melhor resultado: Fase de grupos (1986 e 2022)
O Canadá chegou ao segundo Mundial de sua história em 2022 após surpreender nas Eliminatórias da Concacaf, mas não vive seu melhor momento. Sob o comando de Jesse Marsch, a equipe tem dificuldades para marcar gols: até o fim da Data Fifa de março, marcou apenas dois gols com bola rolando nos últimos sete jogos, mesmo contando com Jonathan David e Cyle Larin no ataque.
Além disso, duas peças importantes sofreram lesões recentemente. O meia Marcelo Flores rompeu o ligamento cruzado e está fora do Mundial, enquanto Alphonso Davies corre contra o tempo para estar disponível a partir do segundo jogo. No gol, Dayne St. Clair e Maxime Crepeau dividem a posição, e Marsch ainda não definiu um titular.
O que esperar: Com um fim de ciclo irregular, o Canadá não deve fazer uma grande campanha. Chegar às oitavas de final seria considerado positivo.
Provável escalação (4-4-2): Maxime Crepeau; Alistair Johnston, Moise Bombito, Derek Cornelius, Richie Laryea; Tajon Buchanan, Ismail Kone, Stephen Eustaquio, Liam Miller; Cyle Larin e Jonathan David.
Destaque: Alphonso Davies, lateral do Bayern de Munique, é o jogador mais relevante da história do futebol canadense. Combina força, explosão e inteligência, mas sofre com lesões — perdeu quase 80 jogos no ciclo.
Fique de olho: Luc de Fougerolles, defensor versátil que pode atuar na zaga, nas laterais e como volante. Cria do Fulham, fez sua primeira temporada completa no Dender EH, da Bélgica.
Catar
Técnico: Julen Lopetegui | Capitão: Hassan Al-Haydos | Classificação: Líder do Grupo B da 4ª fase das Eliminatórias Asiáticas | Participações em Copas: 2 | Melhor resultado: Fase de grupos (2022)
O Catar não evoluiu significativamente no ciclo, apesar da primeira classificação via Eliminatórias e do título da Copa da Ásia de 2023. As constantes trocas de treinadores — Carlos Queiroz, Tintín Márquez, Luis García e agora Julen Lopetegui — ilustram a dificuldade em formar uma equipe homogênea.
Lopetegui tentou renovar o elenco na Copa Árabe de 2025, mas o Catar foi eliminado na fase de grupos, o que o fez recuar. Dos 26 convocados, 25 atuam na liga catari, indicando falta de evolução. A base é experiente, com Akram Afif e Edmilson Júnior como esperanças ofensivas, mas o time se mostrou vulnerável contra adversários mais fortes.
O que esperar: O Catar pode sofrer em um grupo com Suíça, Canadá e Bósnia, especialmente se Lopetegui insistir em um jogo de posse que o deixou exposto.
Provável escalação (4-2-3-1): Abunada; Al-Oui, Pedro Miguel, Khoukhi e Brake; Madibo e Boudiaf; Edmilson Junior, Al Mannai e Akram Afif; Almoez Ali.
Destaque: Akram Afif, camisa 10, é o jogador de maior capacidade técnica do Catar. Pode atuar como meia ou aberto pela esquerda.
Fique de olho: Hassan Al-Haydos, 35 anos, é o jogador com mais partidas pela seleção (164). Aposentou-se em 2024, mas voltou atrás e foi convocado por Lopetegui.
Bósnia e Herzegovina
Técnico: Sergej Barbarez | Capitão: Edin Dzeko | Classificação: Repescagem da Europa (bateu Gales e Itália) | Participações em Copas: 2 | Melhor resultado: Fase de grupos (2014)
A Bósnia viveu uma campanha de recuperação nas Eliminatórias. Antes de Sergej Barbarez assumir em 2024, a equipe havia vencido apenas quatro dos últimos 19 jogos em Eliminatórias. Sob o comando do ex-capitão, a Bósnia ficou a dois pontos da Áustria, que garantiu vaga direta, e superou a Romênia na repescagem.
Barbarez promoveu uma renovação: 16 jogadores estrearam em seu primeiro ano. A equipe se mostrou aguerrida e fisicamente forte, especialmente em casa, onde definiu os confrontos da repescagem.
O que esperar: A Bósnia chega com leve favoritismo em um grupo equilibrado. Pode avançar ao mata-mata pela primeira vez, mas dificilmente irá muito além.
Provável escalação (4-4-2): Nikola Vasilj; Sead Kolasinac, Tarik Muharemovic, Nikola Katic e Amar Dedic; Kerim Alajbegovic, Benjamin Tahirovic, Ivan Sunjic e Amar Memic; Ermedin Demirovic e Edin Dzeko.
Destaque: Edin Dzeko, 40 anos, é o símbolo da seleção. Atuou os 120 minutos contra a Itália e lesionou o ombro, mas deve estar recuperado para o Mundial. É a liderança técnica e física do elenco jovem.
Fique de olho: Kerim Alajbegovic, 18 anos, meia-atacante do Red Bull Salzburg. Nascido na Alemanha, optou pela Bósnia e cobrou o pênalti decisivo contra a Itália. É a principal promessa do país desde Miralem Pjanic.
Suíça
Técnico: Murat Yakin | Capitão: Granit Xhaka | Classificação: Líder do Grupo C das Eliminatórias Europeias | Participações em Copas: 13 | Melhor resultado: Quartas de final (1934, 1938 e 1954)
A Suíça disputa o sexto Mundial consecutivo e busca superar as quartas de final, algo que não alcança desde 1954. A equipe se recuperou após a aposentadoria de Yann Sommer, Fabian Schar e Xherdan Shaqiri, e de uma campanha decepcionante na Liga das Nações 2024/25. Nas Eliminatórias, ficou invicta, com quatro vitórias e dois empates, à frente de Kosovo, Eslovênia e Suécia.
Murat Yakin, no comando desde 2021, alterna entre esquemas 3-4-3 e 4-2-3-1. O time é experiente, especialmente na defesa e no meio-campo, com a maioria dos titulares indo para a quarta Copa. O ataque ainda gera dúvidas, mas há opções mais consolidadas do que em 2022.
O que esperar: A Suíça quer afastar o rótulo de “quase lá” e brigar por um resultado além das quartas de final.
Provável escalação (4-2-3-1): Gregor Kobel; Silvan Widmer, Nico Elvedi, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Granit Xhaka e Remo Freuler; Ruben Vargas, Fabian Rieder e Dan Ndoye; Breel Embolo.
Destaque: Granit Xhaka, 33 anos, é o capitão e principal peça da equipe. Dita o ritmo, equilibra defesa e ataque e é o jogador com mais partidas pela Suíça (144).
Fique de olho: Johan Manzambi, 20 anos, do Freiburg, é o jogador mais jovem do elenco. Eleito revelação da última Liga Europa, pode atuar em várias funções do meio-campo e do ataque. Yakin destacou seu “faro de gol incrível”.
Com informações de Trivela.