Faltam poucos dias para o início da Copa do Mundo de 2026. No dia 11 de junho, às 16h (horário de Brasília), México e África do Sul abrem o torneio no Estádio Azteca, reedição da primeira partida do Mundial de 2010. Coreia do Sul e Tchéquia completam o Grupo A, considerado bastante equilibrado.

México

Técnico: Javier Aguirre | Capitão: Edson Álvarez | Classificação: País-sede | Participações em Copa: 18 | Melhor resultado: Quartas de final (1970, 1986) | Última participação: Fase de grupos (2022)

O México chega ao Mundial como um dos anfitriões, o que evitou o desgaste das Eliminatórias, mas também privou a equipe de uma sequência de jogos competitivos. Javier Aguirre, técnico experiente em torneios curtos, assumiu com a missão de transformar amistosos em ambientes de pressão real. A expectativa da torcida é alta, e a equipe busca apresentar um futebol mais consistente do que nas campanhas recentes.

Em campo, o México prioriza a competitividade sobre o encantamento. O time joga com intensidade alta, pressiona sem a bola e acelera as transições. O esquema base é o 4-3-3, que pode se adaptar para 4-2-3-1 ou 4-4-2. Os destaques ofensivos são Alexis Vega e Roberto Alvarado, explorando a velocidade pelos lados.

O que esperar: A condição de país-sede coloca o México sob enorme expectativa. Cabeça de chave, a seleção tem um caminho inicial acessível e pode avançar na liderança. O apoio da torcida pode impulsionar o time, mas o elenco tem limitações técnicas em comparação com as seleções de elite. A meta realista é chegar às oitavas de final.

Escalação provável (4-3-3): Raúl Rangel; Israel Reyes, Johan Vásquez, César Montes, Jesús Gallardo; Edson Álvarez (Erik Lira), Álvaro Fidalgo, Gilberto Mora; Roberto Alvarado, Alexis Vega, Raúl Jiménez.

Destaque: Raúl Jiménez, 34 anos, atacante do Fulham, é o principal nome da seleção. Após grave fratura no crânio em 2020 e problemas físicos, ele voltou ao alto nível, sendo referência técnica e emocional.

Fique de olho: Erik Lira, volante que equilibra o meio-campo com saída de bola e proteção à defesa. Aguirre valoriza seu perfil competitivo.

África do Sul

Técnico: Hugo Broos | Capitão: Ronwen Williams | Classificação: Líder do Grupo C das Eliminatórias Africanas | Participações em Copa: 4 | Melhor resultado: Fase de grupos | Última participação: 2010

A África do Sul retorna à Copa após 16 anos. A classificação foi sofrida, com direito a derrota para Ruanda e vitória anulada por escalação irregular. A vaga veio na última rodada, com vitória por 3 a 0 sobre Ruanda. O técnico Hugo Broos utiliza o 4-2-3-1, com base no Mamelodi Sundowns. Cinco jogadores do clube devem ser titulares, incluindo o goleiro Ronwen Williams.

A equipe busca construir com a bola no pé, com Teboho Mokoena e Themba Zwane como articuladores, mas também aposta na velocidade em transição com os pontas Oswin Appollis e Relebohile Mofokeng e o atacante Lyle Foster.

O que esperar: Broos adota discurso de aprendizado e competitividade. Em grupo equilibrado, a África do Sul pode surpreender, mas o foco é ganhar experiência.

Escalação provável (4-2-3-1): Ronwen Williams; Khulisu Mudau, Mbekezeli Mbokazi, Ime Okon, Aubrey Modiba; Sphephelo Sithole, Teboho Mokoena; Oswin Appollis, Themba Zwane, Relebohile Mofokeng; Lyle Foster.

Destaque: Teboho Mokoena, 29 anos, do Mamelodi Sundowns, é o cérebro da equipe, combinando intensidade defensiva, qualidade na construção e perigo em bolas paradas. Foi peça-chave no título continental do clube.

Fique de olho: Relebohile Mofokeng, atacante de 21 anos do Orlando Pirates, é a grande promessa. Velocidade e criatividade podem ser armas importantes.

Coreia do Sul

Técnico: Hong Myung-bo | Capitão: Son Heung-min | Classificação: Líder do Grupo B das Eliminatórias Asiáticas | Participações em Copa: 12 | Melhor resultado: 4º lugar (2002) | Última participação: Oitavas de final (2022)

O ciclo sul-coreano foi marcado por instabilidade. Jürgen Klinsmann foi demitido após a Copa da Ásia de 2023, e Hong Myung-bo assumiu. O futebol não melhorou significativamente, e o auxiliar João Aroso afirmou ser o responsável pelas táticas, gerando polêmica. Hong prefere uma linha de cinco defensores, formação criticada pela torcida.

A equipe depende da dupla de meio-campistas Paik Seung-ho e Hwang In-beom, enquanto Son Heung-min é a referência no ataque, provavelmente como centroavante.

O que esperar: Com um ciclo conturbado e grupo aberto, a expectativa realista é avançar à segunda rodada. Superar isso depende de confrontos diretos.

Escalação provável (5-2-3): Kim Seung-gyu; Seol Young-woo, Kim Min-jae, Kim Tae-hyeon, Lee Han-beom, Lee Tae-seok; Hwang In-beom, Paik Seung-ho; Lee Kang-in, Lee Jae-sung, Son Heung-min.

Destaque: Son Heung-min, mesmo sem o impacto esperado no LAFC, segue como principal jogador. Precisa de quatro gols para se tornar o maior artilheiro da história da seleção.

Fique de olho: Jens Castrop, 24 anos, nascido na Alemanha, será o primeiro jogador com dupla cidadania a atuar pela Coreia do Sul em Copas. Atua como ala esquerdo ou volante.

Tchéquia

Técnico: Miroslav Koubek | Capitão: Ladislav Krejci | Classificação: Repescagem europeia (bateu Irlanda e Dinamarca) | Participações em Copa: 2 | Melhor resultado: Fase de grupos (2006) | Última participação: 2006

A Tchéquia teve um ciclo irregular. Classificou-se para a Eurocopa 2024, mas foi eliminada na fase de grupos. Nas Eliminatórias para o Mundial, resultados oscilantes, incluindo derrota para Ilhas Faroé, levaram à demissão de Ivan Hasek. Miroslav Koubek assumiu e garantiu vaga nos playoffs, vencendo Irlanda e Dinamarca nos pênaltis.

A identidade tcheca é de imposição física e força aérea, com média de altura alta. A espinha dorsal é experiente, com atletas nas principais ligas europeias.

O que esperar: No Grupo A, a Tchéquia busca passar da primeira fase, algo que não conseguiu em 2006. Com a regra dos oito melhores terceiros, uma vitória pode ser suficiente. O moral está elevado após as classificações nos pênaltis.

Escalação provável (5-3-2): Matej Kovar; Vladimir Coufal, Tomás Holes, Robin Hranác, Ladislav Krejci, Jaroslav Zeleny; Vladimír Darida, Tomás Soucek; Pavel Sulc, Patrik Schick.

Destaque: Patrik Schick, 30 anos, atacante do Bayer Leverkusen, é a grande estrela. Quarto maior artilheiro da história da seleção, com 25 gols em 52 jogos, tem capacidade de decidir partidas. Na temporada 2025/26, marcou 22 gols e deu 4 assistências em 42 partidas.

Fique de olho: Pavel Sulc, 25 anos, meia-atacante do Lyon, foi destaque na Ligue 1 com 15 gols e 10 assistências em 40 jogos. Combina habilidade técnica, imprevisibilidade e comprometimento defensivo.

Com informações de Trivela.