A nova edição do boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira, 25, aponta que apenas três estados brasileiros não se encontram em alerta, risco ou alto risco para episódios de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) causados por vírus.

De acordo com o levantamento, com dados do período de 14 a 20 de deste mês, Rondônia, Piauí e Pernambuco não estão na zona crítica de SRAG. Nos demais estados, a alta de casos graves de infecções virais respiratórias está associada ao crescimento da circulação do vírus sincicial respiratório, causador da bronquiolite e de pneumonia, e das influenzas A e B, que causam a gripe.

O vírus causador da covid-19 tem crescido nos estados do Amazonas, Pará e Ceará, mas a Fiocruz observou que a escalada de episódios ocorre de forma lenta, o que abre uma oportunidade para que as pessoas se protejam por meio da vacinação.

“A vacinação é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos causados pelos principais vírus respiratórios associados à Síndrome Respiratória Aguda Grave, como influenza, covid-19 e vírus sincicial respiratório”, disse a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, à Agência Fiocruz de Notícias.

Na estratégia atualizada do Ministério da Saúde, a vacina contra covid deve ser tomada por idosos e pacientes imunocomprometidos a cada seis meses. Para as grávidas, é recomendada uma dose a cada gestação. “é fundamental que as pessoas dos grupos de risco e elegíveis estejam com a vacinação em dia”, afirma Portela.

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Casos e mortes por vírus respiratórios

A análise das quatro últimas semanas epidemiológicas aponta que 53,1% das infecções positivas foram por VSR e 23,9% para rinovírus. Na sequência, vieram influenza A (16,4%), influenza B (7,9%) e covid-19 (2%).

Em relação às mortes, 38,3% foram por influenza A, 21,6% por rinovírus, 20,9% por vírus sincicial respiratório, 12,6% por influenza B e 7,5% por covid-19.

Neste ano, foram notificados 97.813 casos de SRAG, dos quais 49.511 (50,6%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório e 7.771 (7,9%) aguardam resultado laboratorial.

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Como melhorar da gripe

Muitas pessoas buscam receitas para melhorar rápido da gripe, mas é importante saber que, como outras infecções por vírus, a doença demanda cuidados como repouso, hidratação e manejo dos sintomas de dor corporal e febre com analgésicos e antitérmicos, respectivamente, prescritos por médicos.

O tratamento com o antiviral fosfato de oseltamivir é indicado para todos os casos de SRAG e pacientes com riscos para complicações, como crianças com menos de 5 anos, idosos, grávidas e pacientes com doenças crônicas, segundo o Ministério da Saúde.

A automedicação não deve ser adotada.

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