Alexandre de Moraes, ministro do STFAlexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Foto: Reprodução.

Fontes do governo dos Estados Unidos afirmaram ao SBT News que a gestão do presidente Donald Trump monitora a situação no Brasil e avalia aplicar novamente sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), caso Jair Bolsonaro volte à prisão.

Segundo a reportagem, a possibilidade entrou na resposta a uma pergunta sobre uma eventual revogação da prisão domiciliar do ex-presidente. As fontes disseram que a medida poderia motivar uma possível reaplicação da Lei Magnitsky contra Moraes.

As fontes falaram sob anonimato e afirmaram que autoridades brasileiras podem sofrer novas sanções caso ocorram, na avaliação delas, “retaliações à direita” durante o processo eleitoral. A gestão Trump não comentou oficialmente o caso.

Moraes deve decidir sobre prisão domiciliar e transferência

Moraes deve analisar nesta semana se mantém Bolsonaro em prisão domiciliar ou se determina a transferência do ex-presidente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

A análise ocorre após a Polícia Civil do Distrito Federal identificar uma arma de Bolsonaro com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz em Brasília, segundo a reportagem.

A oitiva de Bolsonaro sobre o caso da arma foi marcada para terça-feira (22), de acordo com o SBT News. O episódio entrou no conjunto de elementos que Moraes avalia antes de decidir sobre a situação do ex-presidente.

Na quarta-feira (17), Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista à âncora Raquel Landim, do SBT News, que “a reaplicação de sanções da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes seria apenas uma questão de tempo”.

A Lei Magnitsky permite ao governo dos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros. O SBT News informou que procurou o STF e que não havia manifestação do tribunal até a publicação da reportagem.