O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que a recente decisão do governo de Donald Trump de classificar facções criminosas como organizações terroristas pode ser utilizada para destravar a tramitação de pautas prioritárias no Senado. Entre elas estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e o projeto de lei que trata da exploração de terras raras.
De acordo com integrantes do Palácio do Planalto, a aprovação da PEC da Segurança representaria uma resposta institucional do Brasil ao governo norte-americano, demonstrando o compromisso do país no combate ao crime organizado. Já o projeto de lei das terras raras é visto como uma estratégia para assegurar a soberania nacional diante de um eventual acordo com os Estados Unidos sobre o tema.
Apesar do otimismo, interlocutores do governo admitem que ainda é necessário convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a pautar as matérias. A relação entre Alcolumbre e Lula não é considerada próxima, mas o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, tem mantido contato frequente com o senador na tentativa de avançar as negociações.
Ministros do governo afirmam, no entanto, que a PEC da Segurança só deve entrar na ordem do dia após a aprovação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. Conforme apurado pela coluna Painel, senadores tanto da base governista quanto da oposição acreditam que a discussão sobre a PEC da Segurança ficará para 2027.
Com informações de Folha — Poder.