O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende aproveitar a decisão do governo Donald Trump de classificar facções criminosas como organizações terroristas para impulsionar pautas prioritárias no Senado. Entre os projetos mencionados por integrantes do Palácio do Planalto estão a PEC da Segurança e o projeto de lei sobre terras raras.
De acordo com fontes do governo, a aprovação da PEC da Segurança poderia ser apresentada como uma resposta institucional do Brasil no combate ao crime organizado. Já o projeto das terras raras é tratado pelo Executivo como uma medida de soberania nacional diante de possíveis negociações com os Estados Unidos sobre o tema.
A avaliação interna é que o novo cenário pode ajudar a sensibilizar senadores para a votação das propostas. No entanto, governistas reconhecem que ainda será necessário convencer o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a incluir os temas na pauta da Casa.
Interlocutores de Lula têm mantido conversas frequentes com Alcolumbre para tratar do andamento das propostas. Apesar das articulações, integrantes do governo admitem que a relação entre o presidente da República e o senador não favorece o avanço das negociações.
Mesmo com a movimentação nos bastidores, ministros afirmam que a PEC da Segurança não deve entrar imediatamente na pauta do Senado. A expectativa é que a discussão da proposta ocorra apenas após a aprovação do projeto que trata do fim da escala 6×1.
Segundo a coluna Painel, senadores da base governista e da oposição avaliam que a PEC da Segurança pode enfrentar um cronograma mais longo no Congresso. Entre parlamentares ouvidos nos bastidores, há a expectativa de que o tema seja discutido apenas em 2027.
Com informações de Diário do Centro do Mundo.