O Governo Lula abriu 642 novos mercados internacionais para produtos do agronegócio entre 2023 e junho de 2026. O número representa um aumento de 165% em relação aos 242 mercados abertos durante todo o Governo Bolsonaro (2019-2022). Os dados estão disponibilizados no painel oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária.

A quantidade de destinos alcançados também aumentou significativamente. Durante o governo atual, 91 países, blocos econômicos e territórios receberam produtos agrícolas brasileiros. No período anterior, esse número era de 54 destinos diferentes, um aumento de 69% na diversificação de mercados.

Os cinco principais mercados abertos foram o México, com 27 novas aberturas; Coreia do Sul e Etiópia, com 22 cada; e Arábia Saudita, com 21. Angola, Japão, Peru e Rússia completam a lista dos maiores importadores, com 18 novas aberturas cada.

O crescimento inclui economias globais de destaque. Os Estados Unidos registraram 9 novos mercados desde 2023, sendo 7 apenas em 2025, ante 4 aberturas durante os quatro anos do governo anterior.

El Salvador, governado pelo extremista de direita Nayib Bukele, abriu 9 novos mercados para o Brasil desde 2023, quando nenhum havia sido aberto entre 2019 e 2022.

A Arábia Saudita, com 21 mercados abertos, reflete o interesse crescente de economias do Oriente Médio em produtos agrícolas brasileiros, particularmente alimentos processados e proteínas. Essa abertura também sinaliza realinhamento nas relações comerciais com a região, após tensões diplomáticas em períodos anteriores.

A aceleração nas aberturas de mercado ocorre em um contexto de recuperação e diversificação da pauta exportadora brasileira. O agronegócio representa aproximadamente 27% do Produto Interno Bruto e é responsável por mais de um terço das exportações totais do país. A certificação e abertura de novos mercados reduzem a dependência de poucos destinos e aumentam a resiliência comercial.

A estratégia de negociações não-tarifárias — que envolvem a eliminação ou redução de barreiras técnicas, fitossanitárias e de certificação — tem se mostrado mais eficaz que na gestão anterior, segundo os registros oficiais.