O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) lançou, na última quinta-feira (4), a campanha institucional “O Brasil é de Todas as Cores Para Todas as Pessoas”. O evento ocorreu durante a 25ª Feira Cultural da Diversidade e Empreendedorismo LGBT+, em São Paulo (SP), que antecede a 30ª Parada do Orgulho LGBT+, marcada para domingo, 7 de junho.
Symmy Larrat, secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBT+, afirmou, em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, que a campanha tem como objetivo combater discriminações e fortalecer políticas públicas voltadas à população LGBT+. “A gente trouxe uma campanha que diz tudo que nós fizemos, que presta conta para a sociedade. A gente trabalha com recurso público, a gente tem que dizer para a sociedade exatamente o que a gente fez. E há tanta fake news sobre nós, na comunicação, o tempo inteiro. A gente está tendo que corrigir fake news. Então, em vez de ficar reativa corrigindo informações erradas sobre nós, optamos por vir e dizer tudo o que nós fizemos para que ninguém ouse deturpar o que a gente está fazendo”, declarou.

Segundo a secretária, o atual governo possui o maior orçamento da história para políticas de direitos LGBT+. “Tem alguns números que eu posso destacar. Foram R$ 61 milhões investidos. Esse é o dinheiro que a gente consegue colocar na nossa lei orçamentária, que é o Congresso que aprova, porque, mesmo com o Congresso com tanta gente conservadora, nós temos pessoas LGBT+, além de aliados e aliadas históricos que nunca largaram as nossas mãos. E essas pessoas estão lá trazendo para nós mais orçamento.”
Larrat também enfatizou a importância de dar visibilidade à atuação de pessoas da comunidade na política. “É por isso que a gente construiu uma política nacional que está em portaria no nosso ministério, que é fruto de muito diálogo, muita escuta e visibilidade de toda a nossa história. Assim que a gente quer chegar nesse lugar. Não é à toa que a defesa dos direitos dos trabalhadores, a maior conquista há tanto tempo, que é o fim da escala 6 por 1, que está sendo encabeçada no parlamento por uma mulher travesti negra, e começou aqui em São Paulo com o vereador homem negro, gay. Ou seja, a gente visibiliza que essas pessoas também produzem potência, também sabem fazer política para todas as pessoas, não é só sobre nós, é para toda uma população.”
Mais informações sobre a campanha estão disponíveis no site lgbtqia.mdh.gov.br.
Com informações de Brasil de Fato.