A multinacional norte-americana do setor automotivo General Motors, cuja principal marca é a Chevrolet, anunciou uma nova rodada de investimentos no Brasil equivalente a R$ 3,5 bilhões.

Agora, o total planejado pela companhia em operações no país soma R$ 10,5 bilhões, dos quais R$ 7 bilhões haviam sido anunciados ainda em 2024.

Segundo o presidente da companhia na América do Sul, Thomas Owsianski, “o Brasil reúne uma sólida base industrial, capacidade de engenharia, mercado consumidor relevante e profissionais altamente qualificados”.

A empresa tem, atualmente, cinco unidades fabris instaladas no Brasil: uma no Rio Grande do Sul, onde produz os modelos Chevrolet Onix e Onix Plus; uma em Santa Catarina, especializada em motores, cabeçotes e blocos; e três no estado de São Paulo.

A nova rodada de investimentos deve acelerar a produção nacional de veículos híbridos, modelos que combinam motores a combustão com sistemas elétricos, cuja adoção tem aumentado significativamente com o avanço das tecnologias de eletrificação.

Os híbridos já correspondem a 16% de todos os emplacamentos do país, liderados pelos modelos plug-in e convencionais (HEV) produzidos pela BYD, pela GWM e pela Toyota.

A norte-americana pretende, agora, integrar a fatia do mercado que tem sido capturada principalmente pelas marcas chinesas.

Nos últimos meses, a Chevrolet lançou versões atualizadas do Onix e do Onix Plus, além de anunciar o novo Chevrolet Sonic, uma adição ao segmento dos SUVs compactos.

Os lançamentos fazem parte da estratégia da companhia de construir um portfólio mais moderno, que deverá estar completo em 2028.

A participação de mercado da marca da GM no Brasil gira em torno de 10% a 11%, a terceira entre as montadoras mais vendidas do país, atrás da Fiat, com cerca de 21%, e da Volkswagen, com até 17% de participação.

Apesar disso, a Chevrolet lidera as intenções de novas compras no Brasil para 2026, de acordo com dados de uma pesquisa da Webmotors que considerou as opiniões de cerca de 1,8 mil consumidores.

A marca respondeu por 14% de todas as menções, competindo de perto com Volkswagen e Fiat.

Segundo a montadora, a ampliação dos investimentos no mercado brasileiro também deve contribuir para gerar empregos qualificados, fortalecer a engenharia local e aumentar a competitividade da indústria automotiva brasileira.