Os líderes do G7 anunciaram, nesta quarta-feira (17 de junho de 2026), a ampliação do apoio militar à Ucrânia e o aumento das sanções contra a Rússia, durante o encerramento da cúpula realizada na França. O grupo também respaldou o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã e apresentou medidas conjuntas para combater o tráfico internacional de drogas.
Apoio à Ucrânia e pressão sobre a Rússia
Os países do G7 reafirmaram o apoio à liberdade, soberania e integridade territorial da Ucrânia, além de manifestar solidariedade à população civil atingida por ofensivas contra infraestrutura crítica e patrimônio cultural. O comunicado prevê o aumento do fornecimento de sistemas de defesa aérea, interceptadores e armamentos de longo alcance. Os líderes também avaliarão a concessão de licenças para ampliar a produção militar ucraniana.
O grupo comprometeu-se a reforçar a infraestrutura energética da Ucrânia antes do próximo inverno e a intensificar as restrições à economia russa. “Comprometemo-nos a aumentar a pressão sobre a economia de guerra russa. Nesse contexto, reforçaremos nossas sanções, inclusive as aplicadas aos setores de petróleo e gás”, declararam os líderes em nota.
A invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, já ultrapassou a duração da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou durante a cúpula que pretende concentrar esforços em uma negociação entre Rússia e Ucrânia.
Acordo entre EUA e Irã
Os líderes do G7 classificaram o entendimento entre Washington e Teerã como uma oportunidade para impedir que o Irã obtenha armas nucleares e reduzir ameaças relacionadas às suas atividades regionais e ao programa de mísseis. O acordo preliminar suspende os combates por 60 dias e determina a reabertura do estreito de Ormuz. As discussões sobre o programa nuclear e as sanções econômicas americanas ficaram para uma etapa posterior.
O G7 apoiou a iniciativa marítima liderada pela França e pelo Reino Unido para proteger embarcações comerciais, facilitar a retomada da navegação e verificar a retirada de minas do estreito. O grupo também defendeu a diversificação das rotas de fornecimento e o aumento dos estoques de energia.
Em relação ao Líbano, os líderes pediram um cessar-fogo imediato e apoiaram os esforços do governo para retirar as armas do Hezbollah. O texto também defende a aceleração da ajuda humanitária e da reconstrução de Gaza, além do fim da violência na Cisjordânia.
Rede de portos contra o tráfico de drogas
Em comunicado à parte, o G7 declarou que o tráfico de drogas representa uma ameaça crescente à segurança nacional, alimenta a corrupção e amplia a violência. Brasil e Coreia do Sul também apoiaram o documento. Os líderes apontaram o transporte marítimo como a principal rota internacional de drogas e substâncias usadas na fabricação de entorpecentes.
As principais medidas anunciadas foram:
- Criação da Rede de Portos do G7+ contra o Tráfico de Drogas;
- Ampliação da troca de informações entre autoridades portuárias e policiais;
- Elaboração de um plano para combater a infiltração criminosa em instituições e empresas;
- Ampliação das investigações sobre lavagem de dinheiro e ativos virtuais.
A rede deverá ser implementada pelos ministros responsáveis até novembro de 2026. No mesmo prazo, será apresentado o plano de ação contra a infiltração de organizações criminosas nos setores público e privado.
Os países também se comprometeram a rastrear, congelar, apreender e confiscar receitas e bens relacionados ao tráfico, inclusive criptomoedas e outros ativos virtuais. A estratégia inclui o compartilhamento de dados entre autoridades policiais, órgãos judiciais e unidades de inteligência financeira.