Sinônimo de paisagens deslumbrantes, praias com águas cristalinas, história milenar, gastronomia saborosa e autêntica e uma cultura vibrante, o Sul da Itália também é conhecido pelo estilo de vida mais tranquilo e o convite a “dolce far niente” – expressão que significa valorizar a pausa e curtir aquele momento sem culpa. É neste lado tão especial do país, especificamente na região de Puglia (também conhecida como o “salto da bota”), que fica uma verdadeira joia italiana: Alberobello, um vilarejo que parou no tempo e parece ter saído de um conto de fadas.
Construções únicas: o vilarejo, com cerca de 1000 trulli, foi declarada Patrimônio Mundial da UNESCO em 1996Sofia Cerqueira/VEJA
Impacto inicial Assim que o visitante chega a esta cidadezinha singular, se vê diante do Belvedere Santa Lúcia – o mirante mais famoso do local – e de lá avista um mar de telhados cônicos e casinhas brancas. É impossível não ficar impactado. Comigo não foi diferente. Viajei neste mês de junho para a Itália, a convite da Nomad – plataforma global aceita em mais de 180 países que oferece conta internacional, cartão de débito, chip e seguro viagem –, quando tive a chance de conhecer Alberobello e ver de perto o porquê de o lugar atrair mais de um milhão de turistas a cada ano.
https://veja.abril.com.br/wp-content/uploads/2026/06/WhatsApp-Video-2026-06-25-at-14.26.46.mp4Encantamento com os trulli Declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1996, o vilarejo abriga mais de 1 000 estruturas únicas e históricas. São os trulli (no singular trullo), como são chamadas as pequenas casas de pedra calcária e telhados em forma de cone. Ao começar a desbravar esta pequena cidade, o visitante encontra várias ruelas coalhadas destas construções para escolher. Qualquer uma que se entre, o encantamento é garantido. Agora, no verão europeu, vale levar um chapéu ou um boné para este passeio. O sol e o calor são bem fortes ali.
Continua após a publicidade
Trulli: estas construções, que já serviram de moradia de camponeses, hoje são, em sua maioria, usadas por lojas e restaurantesSofia Cerqueira/VEJA
Construções usadas como lojinhas e restaurantes Com uma técnica pré-histórica, os trulli foram erguidos a partir do empilhamento de pedras, sem o uso de argamassa ou qualquer outro produto que fizesse o papel do cimento. Com as paredes bem grossas, garantem o interior fresco no verão e aquecido no inverno. Atualmente, poucas pessoas vivem dentro dessas casinhas. A maioria delas é usada como lojinhas de souvenirs, bares, restaurantes e algumas hospedagens.
Técnica fora do padrão: os trulli foram erguidos com o empilhamento de pedras, sem argamassa ou qualquer material que se assemelhe ao cimentoSofia Cerqueira/VEJA
Continua após a publicidade
História secular A hipótese mais aceita para o surgimento destas edificações ímpares no mundo é que elas foram criadas entre o final do século XIV e início de XV para burlar os impostos locais do Reino de Nápoles. Como a estrutura dos trulli podia ser desmontada com uma certa rapidez, apenas removendo a pedra de fecho do telhado, os camponeses conseguiam evitar o pagamento das taxas sobre novas construções permanentes.
Símbolos pagãs ou religiosos nos telhados: acreditava-se que afastavam mau-olhado e garantiam boas colheitasSofia Cerqueira/VEJA
Símbolos nos telhados Ao andar pelo local, o turista ainda percebe que alguns trulli têm vários símbolos (como corações, estrelas, cruzes e luas) pintados com tinta branca em seus telhados. Com origens pagãs ou religiosas, acreditava-se que estes desenhos serviam para proteger os moradores contra mau-olhado ou maus espíritos; garantiam fertilidade e atraiam boas colheitas. A cidade hoje convertida a ponto turístico, vale ressaltar, é super bem conservada e o branco das casinhas mantido de forma impecável. Durante a visita ao local, dois pontos são paradas obrigatórias: o Trullo Sovrano, o único da cidade com dois andares e onde hoje funciona um museu, onde é possível ver como os camponeses viviam ali. O outro lugar imperdível é a Igreja de Santo Antônio (Parrrocchia Sant’Antonio di Padova), construída também no formato de trullo no topo de uma colina.
Continua após a publicidade
Divisão da cidade: além do vijarejo coalhado de trulli, Alberobello conta com outra área onde vivem a maioria dos moradores locaisSofia Cerqueira/VEJA
Programa para um dia Com apenas 10 000 moradores, esta cidadezinha que parece ser cenário de um livro de histórias é dividida em duas áreas distintas. A parte de Rione Monti, onde estão os trulli e que atrai os turistas, e a Rione Aia Piccola, mais residencial. Embora muitos turistas passem à noite ali para ter a experiência de ver o vilarejo iluminado, a pequena Alberobello pode ser facilmente visitada em apenas um dia, chegando de carro ou ônibus – o local não conta com estação de trem.
Programa de um dia: a maior parte dos visitantes de Alberobello faz um bate-volta de alguma cidade próxima na região de PugliaSofia Cerqueira/VEJA
Continua após a publicidade
Bate-volta inesquecível Uma boa sugestão é fazer um bate-volta a partir de Bari, a maior província da região de Puglia, que fica a apenas 55 quilômetros de distância. A passagem de ônibus de lá para Alberobello, ida e volta, custa na faixa de 12 euros. Outra dica é não deixar de provar as massas frescas locais, como o orecchiette (no formato de orelhinhas) e o bombette, que são rolinhos de carne recheados com queijo. Para fechar, refresque-se com os convidativos gelatos italianos. Alberobello, não restam dúvidas, é daqueles lugares para não pensar duas vezes antes de visitar e que vão ficar na memória para sempre.
Cidadezinha singular: Alberobello está entre os destaques do Sul da Itália, sendo facilmente acessada de carro ou ônibusSofia Cerqueira/VEJA
A colunista viajou ara a Itália a convite da Nomad, uma plataforma conhecida por tornar os serviços financeiros globais mais democráticos e acessíveis. O cartão Nomad é aceito em mais de 180 países para compras virtuais e presenciais e permite saques em caixas eletrônicos (ATMs). Além do cartão de débito, a fintech oferece opções de conta internacional (sem taxa de abertura nem taxa mensal de manutenção), chip e seguro viagem. Possui mais de 3,5 milhões de clientes ativos.
Publicidade