Os líderes da França, Alemanha, Itália e Reino Unido solicitaram a reabertura imediata do Estreito de Ormuz com liberdade total de navegação, em uma declaração conjunta divulgada neste sábado. O documento também saúda o anúncio de um acordo para encerrar o conflito no Irã.

Missão defensiva e remoção de minas

No comunicado, os chefes de Estado afirmaram estar dispostos a contribuir para a reabertura da via marítima, respeitando seus requisitos constitucionais. A proposta inclui uma missão estritamente defensiva e independente para proteger o transporte comercial e realizar operações de remoção de minas no estreito, considerado vital para o fluxo global de petróleo.

Condições para alívio de sanções

Os líderes europeus também indicaram que estão preparados para suspender sanções relevantes contra o Irã em resposta a “medidas claras e verificáveis” por parte de Teerã em relação ao seu programa nuclear. Eles destacaram a disposição de trabalhar com os Estados Unidos, o Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para garantir que o país nunca desenvolva uma arma atômica.

Contexto de tensões com EUA

A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter criticado duramente os países europeus no início da guerra, acusando-os de falta de apoio aos Estados Unidos. Várias nações europeias já haviam se comprometido com uma missão liderada pelo Reino Unido e pela França para proteger o Estreito de Ormuz, mas condicionaram o avanço ao fim do conflito.

O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, tem sido palco de tensões entre Irã e potências ocidentais. O acordo de paz anunciado recentemente abre caminho para a retomada da navegação segura na região, segundo os líderes europeus.