Diversas autoridades políticas participaram da 34ª edição da Marcha para Jesus, realizada nesta quinta-feira (4), feriado de Corpus Christi, em São Paulo. O evento, que reuniu milhares de fiéis, contou com a presença do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e do advogado-geral da União, Jorge Messias, representando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os políticos acompanharam a marcha do alto de um trio elétrico, que partiu da estação da Luz, no centro, em direção à Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Zona Norte. No local, estão programados shows, momentos de oração e discursos políticos ao longo do dia.

Discursos e declarações

Durante o trajeto, Flávio Bolsonaro discursou brevemente, afirmando que o país vive uma "guerra espiritual" e que "o mal vai ser expulso do governo" neste ano. "Vamos orar pelo nosso Brasil. Essa guerra é espiritual, e hoje é a maior resposta que nós podemos dar ao mundo do mal, que vai ser expulso do governo desse Brasil esse ano", declarou.

Jorge Messias, em entrevista à transmissão oficial, comentou sobre a importância de superar polarizações: "A mesa de Jesus é para judeus e gentios, para Pedro, para Tiago, para Judas. Até Judas estava compartilhando a mesa de Jesus. Jesus não fez segmentação na sua mesa. Estamos aqui com um único propósito: louvar e adorar".

Políticos de esquerda também marcaram presença, como a vereadora Keit Lima (Psol), pré-candidata a deputada estadual. Em publicação nas redes sociais, escreveu: "Eu nunca vou aceitar que tentem sequestrar a fé do nosso povo para servir projeto de poder, exploração e ódio. O Evangelho que aprendi na quebrada fala sobre amor, partilha, justiça, dignidade e defesa da vida. A Marcha pra Jesus também é sobre isso: sobre o povo periférico ocupando a cidade, afirmando sua existência, sua espiritualidade e sua esperança".

Por volta das 15h, subiram ao palco Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), o deputado e ex-secretário da Segurança Pública Guilherme Derrite (PL), o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) André do Prado (PL), o senador Magno Malta (PL) e o deputado Ribamar Silva (Podemos). Tarcísio, Nunes e Flávio fizeram discursos de tom religioso. O governador cantou um louvor e abençoou os presentes; o prefeito falou sobre o tema da marcha; e o senador pediu orações pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e pelo Brasil, afirmando que o país "vai voltar a ser uma nação irmã de Israel".

Mais tarde, juntaram-se ao evento o pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) e Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Caiado, que discursou com tom político, disse que o "povo escolhido" deve ser governado por alguém com "integridade moral, dignidade e capacidade de dizer aos jovens que não vão mais ser subordinados ao narcotráfico". Afirmou ainda que irá "devolver o Brasil aos brasileiros de bem".

Programação e público

A Marcha para Jesus, que neste ano tem como tema o versículo bíblico "Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor" (Filipenses 2:10), contou com apresentações de artistas gospel como Gabriela Rocha, Aline Barros, Renascer Praise, Thalles Roberto e Isadora Pompeo, entre outros, até as 21h. Segundo a organização, mais de 26 mil caravanas se inscreveram para participar.

Entre as atrações, a bateria gospel Salmo 150, com cerca de 100 integrantes, celebrou 30 anos de participação no evento, tocando sambas-enredo inspirados em passagens bíblicas. O pastor Jorge Rafari, líder do grupo, destacou a origem dos músicos: "A grande maioria tocava em escola de samba. Eu mesmo fiz parte de várias baterias em Itaquera. A bateria entra em lugares que poucos ministérios entram".

O presidente da Marcha para Jesus no Brasil, apóstolo Estevam Hernandes, afirmou em nota que "a Marcha representa a união das pessoas, a comunhão de todos os que acreditam em Jesus Cristo".

Com informações de G1 — Política.