Flávio Bolsonaro e Javier Milei. Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, planeja viajar a Buenos Aires no início da próxima semana para cumprir uma agenda política que inclui um encontro com o presidente da Argentina, Javier Milei, além da participação em um evento de extrema-direita promovido pelo líder argentino. A informação é da Folha de S.Paulo.

Aliado da família Bolsonaro, Milei mantém proximidade com o ex-presidente. Em 2024, o argentino participou de uma conferência conservadora em Balneário Camboriú ao lado do ex-mandatário brasileiro e deixou de comparecer a uma reunião do Mercosul realizada no Paraguai.

Além do encontro com Milei, a agenda de Flávio prevê reuniões com empresários e políticos argentinos. A expectativa é que o senador permaneça em Buenos Aires entre os dias 29 e 30 de junho.

A viagem faz parte de uma série de compromissos internacionais assumidos por Flávio nos últimos meses. Em maio, ele esteve nos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente americano Donald Trump. Dias depois, o governo americano anunciou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

O presidente da Argentina, Javier Milei, e o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro. Foto: Eduardo Valente/PL

O senador também deverá retornar a Washington em 6 de julho para participar de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), no contexto da investigação que discute a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Segundo documento apresentado ao USTR, Flávio pretende argumentar que o aumento das tarifas “na prática, beneficiaria o governo atual cuja conduta a investigação descreve”, enquanto prejudicaria “os exportadores brasileiros, os importadores americanos, os consumidores dos EUA e a oposição brasileira, que é a principal vítima doméstica da conduta em questão”.

Na semana passada, o senador também comemorou a vitória do presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, afirmando que “as agendas da direita continuam triunfando em toda a América Latina”.