Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, o sociólogo e servidor federal, doutor pela Universidade de Oxford, analisa a relação entre o bolsonarismo e o governo Trump, destacando a ameaça ao sistema de pagamentos Pix. Segundo o autor, o bolsonarismo tornou-se o único movimento político que conseguiu aumentar impostos dos brasileiros estando na oposição, com a ajuda da Casa Branca.

O texto aponta que o chamado "Tariflávio" de Trump incluiu uma ameaça explícita ao Pix, comparando-a a uma versão anabolizada do vídeo de Nikolas Ferreira. Para o colunista, a ameaça ao Pix agora é real. Eduardo Bolsonaro teria sugerido que o Brasil adotasse o Zelle, sistema de pagamentos americano mais lento e restrito, que exige conta em banco americano e compensa tarifas pela "gratuidade".

O autor lembra que os filhos de Bolsonaro têm aversão a mecanismos de pagamento automático, preferindo dinheiro vivo na compra de imóveis. No dia do "Tariflávio", Trump publicou imagem de Flávio Bolsonaro na Casa Branca com elogios, algo que não havia feito antes, indicando que via utilidade política nos bolsonaristas para reduzir a capacidade de reação do Brasil à ameaça à soberania.

O colunista afirma que a "quinta coluna bolsonarista" serve como instrumento de pressão contra o governo brasileiro, sugerindo que Trump poderia apoiar um candidato que entregue as riquezas brasileiras. Embora o "Tariflávio" não quebre o Brasil, deve causar prejuízos em setores afetados, com perda de empregos e falências, porque a direita brasileira entregou a liderança à Casa Branca.

O texto questiona se o encontro com Trump foi pago com dinheiro roubado pelo Banco Master ou com outros desvios. Lobby é permitido nos EUA, e empresas vendem acesso a autoridades. Os irmãos Bolsonaro podem ter utilizado esses serviços, que são caros. O autor levanta a hipótese de que tenham comprado o direito de ir à Casa Branca com dinheiro de aposentados do Rio de Janeiro ou da Prefeitura de São Paulo para a produtora de "Dark Horse".

Com informações de Folha — Poder.