O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, publicou um vídeo em que defende que os Estados Unidos controlem territórios no Brasil. Na gravação, ele afirma que a “verdadeira soberania é a segurança das pessoas”, sugerindo a atuação de forças estrangeiras em território nacional para combater o crime organizado.
“O Estado brasileiro perdeu espaço para o crime. Mas nós agimos e agora o PCC e o Comando Vermelho são organizações terroristas internacionais, o que vai permitir a asfixia financeira deles”, declarou o senador. Em seguida, Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “tem o rabo preso com o crime organizado”.
“Nós queremos proteger os seus filhos das drogas, mas o outro lado parece querer proteger os traficantes. Quem não quer ajuda para combater a bandidagem é porque tem rabo preso com o crime. As famílias brasileiras têm o direito de voltar a andar nas ruas sem medo e a viver em paz”, completou.
Freixo critica Flávio Bolsonaro
O ex-deputado Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur, publicou uma resposta em seu perfil no Instagram. Freixo, que foi relator da CPI das Milícias na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2008, lembrou que Flávio Bolsonaro foi um dos únicos dois deputados a votar contra a instalação da comissão — o outro foi Chiquinho Brazão, hoje condenado como mandante do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Freixo questionou por que Flávio Bolsonaro não pediu ao governo dos Estados Unidos, durante os quatro anos de mandato de seu pai, Jair Bolsonaro, que classificasse o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. “Por que durante o governo do Jair Bolsonaro as facções cresceram tanto e a milícia também? Não houve nenhum enfrentamento prioritário a esse crime organizado. Por quê? Esqueceram dessa pauta?… essa podridão política que tem relação direta com o crime organizado no Rio de Janeiro sempre foi base da família Bolsonaro”, escreveu Freixo.
Freixo também lembrou que Flávio Bolsonaro condecorou o miliciano Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime, com a maior honraria do Estado do Rio de Janeiro, e empregou em seu gabinete a mãe e a esposa do assassino. Além disso, aliados de Flávio, como o deputado Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e candidato da família Bolsonaro ao governo do Rio, foram presos por envolvimento com o Comando Vermelho.
Com informações de Revista Fórum.