Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) parabenizou Abelardo de la Espriella, candidato da ultradireita, pela vitória nas eleições presidenciais da Colômbia neste domingo (21), após a apuração preliminar indicar vantagem do estreante na política no país vizinho.
Pré-candidato à Presidência do Brasil pelo PL, Flávio publicou um vídeo no Instagram para celebrar o resultado colombiano. “As agendas de direita continuam triunfando em toda a América”, afirmou. “Sua vitória é a vitória do bem sobre o mal.”
No mesmo vídeo, o senador disse que a direita no continente adota uma agenda contra aumento de impostos e a favor da segurança pública. A fala buscou associar a eleição colombiana a pautas defendidas por grupos de direita na América Latina.
Com 99,92% das urnas apuradas, Espriella somava 49,65% dos votos. Iván Cepeda, adversário apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, aparecia com 48,7%.
Felicitações a @ABDELAESPRIELLA pela vitória nas eleições presidenciais da Colômbia! pic.twitter.com/niy47Zafa3
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) June 21, 2026
Campanha de Espriella teve discurso de outsider e pauta de segurança
Espriella disputou a eleição como estreante na política e adotou um discurso de outsider, estratégia também usada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O colombiano ainda usou a camisa da seleção como símbolo nacionalista durante a campanha.
Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução.
Na área de segurança pública, Espriella prometeu políticas duras. A pauta aproximou sua campanha de plataformas de direita que ganharam força em outros países da região.
Flávio Bolsonaro tenta se apresentar como nome do bolsonarismo para a disputa presidencial de 2026. A manifestação sobre a Colômbia ocorreu um dia depois da divulgação de uma pesquisa Datafolha sobre a corrida eleitoral brasileira.
No levantamento divulgado no sábado (20), o presidente Lula (PT) manteve vantagem no cenário mais provável de primeiro turno, com 41%, contra 31% de Flávio. No segundo turno, os dois repetiram o placar registrado um mês antes: 47% para Lula e 43% para o senador bolsonarista.