O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou queda de intenções de voto no Sudeste entre abril e maio, segundo pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada pela Coluna do Estadão. O pré-candidato do PL à Presidência caiu de 41,2% para 30,7% na região, enquanto o presidente Lula avançou no mesmo período. O resultado acendeu alerta entre aliados do Zero Um, que avaliam que um nome enfraquecido na disputa nacional terá dificuldade para impulsionar candidaturas estaduais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.
Rio de Janeiro: berço político em crise
O Rio de Janeiro é apontado como um dos principais focos de tensão. Berço político da família Bolsonaro, o estado tem um palanque do PL descrito por bolsonaristas como “totalmente bagunçado”. O candidato ao governo é Douglas Ruas, que ainda busca se tornar conhecido e carrega o desgaste de ter integrado a gestão Cláudio Castro. Castro desistiu de disputar o Senado após ser alvo de duas operações da Polícia Federal, que investigaram relações entre o ex-governador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O caso já provocou danos políticos à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Jair Bolsonaro deve definir nos próximos dias quem substituirá Castro na composição ao Senado. Entre os nomes avaliados estão Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. A escola é tratada como peça central para tentar reorganizar o palanque fluminense.
Minas Gerais: indefinição e risco de fragmentação
Em Minas Gerais, a situação também é indefinida. O senador Cleitinho (Republicanos) lidera pesquisas recentes, mas ainda não confirmou se será candidato ao governo. Um aliado de Flávio Bolsonaro disse ao Estadão que Cleitinho “só sabe ser pedra, não sabe ser vidraça”, em referência ao risco de ele não sustentar uma candidatura majoritária.
A preocupação da direita é que a perda de força de Flávio Bolsonaro no Sudeste reduza sua capacidade de organizar alianças e transferir votos. A região concentra estados decisivos e, no caso do Rio, expõe um problema adicional: a família Bolsonaro enfrenta desgaste justamente em seu principal território político.
Com informações de Diário do Centro do Mundo.