A Federação Internacional de Futebol (Fifa) instaurou um procedimento de apuração para investigar a conduta do árbitro de vídeo Shaun Evans, da Austrália, durante a partida entre Alemanha e Curaçao, válida pela primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo de 2026. O profissional teria realizado um gesto que pode ser interpretado como uma alusão à supremacia branca.
O incidente ocorreu no último domingo, quando Evans foi apresentado como parte da equipe de arbitragem de vídeo. Com a mão direita, ele fez um sinal que, segundo interpretações, forma a letra 'W' com três dedos e um círculo com o polegar e o indicador, representando a sigla 'WP' (White Power). O gesto é associado a ideais racistas que pregam a superioridade do homem branco sobre pessoas de outras origens raciais.

Origem do gesto e reconhecimento como ofensivo
O uso do sinal como símbolo supremacista teve início em 2017, inicialmente como uma brincadeira em fóruns da internet nos Estados Unidos. Com o tempo, foi adotado por extremistas para demonstrar apoio ao movimento de supremacia branca. A partir de 2019, passou a ser amplamente reconhecido como ofensivo e discriminatório.
Carreira de Shaun Evans
Shaun Evans atua como árbitro profissional desde 2004 e é filiado à Federação de Futebol da Austrália. Sua primeira experiência em Copas do Mundo ocorreu em 2022, no Catar, quando também atuou como árbitro de vídeo. Na atual edição do torneio, ele foi novamente escalado para funções no VAR.
Providências da Fifa
A Fifa informou que abriu uma apuração sobre o caso e prometeu se manifestar em breve. A reportagem do ge procurou a Federação de Futebol da Austrália para solicitar esclarecimentos, mas ainda não obteve retorno. O texto será atualizado assim que as posições oficiais forem divulgadas.