A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) atingiu um marco inédito: 41.006 cirurgias realizadas em 2025, o maior número já registrado pela instituição. O volume representa um crescimento de 134,5% em relação a 2020, quando foram feitas 17.484 cirurgias.

De acordo com a presidência da Fhemig, o recorde decorre da ampliação da capacidade cirúrgica, impulsionada por melhorias na gestão e na organização hospitalar. A tendência de alta se mantém em 2026: nos primeiros quatro meses do ano, foram realizadas 15.303 cirurgias, uma média mensal superior a 3.800 procedimentos – mais de 400 cirurgias acima da média de 2025.

Se o ritmo atual for mantido, a projeção é que a Fhemig encerre 2026 com mais de 45 mil procedimentos, superando em mais de 4 mil o recorde de 2025 e representando um crescimento de cerca de 10% em um único ano.

Estratégias e impacto assistencial

A presidente da Fhemig, Renata Dias, afirmou que o resultado demonstra a capacidade da rede de atender mais pessoas pelo SUS com qualidade e eficiência. Ela atribuiu o avanço ao empenho dos profissionais, ao aprimoramento dos fluxos assistenciais e aos investimentos realizados. Desde fevereiro, a rede desenvolve o programa Opera Mais Fhemig, que busca ampliar a oferta de cirurgias e reduzir o tempo de espera dos pacientes.

A ampliação da capacidade cirúrgica tem reflexos diretos na vida de pacientes. A aposentada Rosângela Maria da Conceição, de 65 anos, aguardava há três anos por uma cirurgia no ombro devido a um desgaste. Em fevereiro, foi operada no Hospital Júlia Kubitschek (HJK), com correção do manguito rotador e colocação de prótese. Segundo ela, a cirurgia representou uma mudança significativa na rotina: “Eu não conseguia tomar banho sozinha nem pegar uma xícara de café. Hoje estou bem melhor e já consigo movimentar o braço”. Ela agora aguarda a cirurgia no ombro esquerdo.

No Hospital Regional de Barbacena, o aumento da capacidade cirúrgica abrange tanto procedimentos eletivos quanto de urgência e emergência. O policial penal Ronaldo dos Santos, vítima de um acidente de motocicleta em abril, passou por duas cirurgias – uma craniotomia descompressiva e correção de fratura exposta no punho. Após quase um mês de internação, recebeu alta sem sequelas. “Tive uma recuperação muito rápida e tudo correu muito bem”, relatou. Já José Luiz Pazzuti, de 85 anos, foi submetido a um procedimento para tratamento de úlcera na perna, com desbridamento e enxerto. Depois de 26 dias internado, recebeu alta recuperado. “Eu estava muito debilitado e sem conseguir caminhar. Fui muito bem tratado e hoje estou completamente curado”, afirmou.

Com informações de Governo de Minas Gerais — leia a matéria original.