As autoridades policiais dos Estados Unidos impediram um possível ataque a um evento do UFC realizado na Casa Branca no domingo (14), que contou com a presença do presidente Donald Trump e outras altas autoridades. A informação foi divulgada nesta terça-feira (16) pelo diretor do FBI, Kash Patel, por meio de sua conta no X.
“Graças à ação rápida do FBI, de nossos parceiros e do Departamento de Justiça em uma operação envolvendo vários estados, várias pessoas estão agora sob custódia e os ataques supostamente planejados foram impedidos”, escreveu Patel.

Plano com drones e atiradores
De acordo com uma reportagem do canal Fox News, compartilhada pelo próprio diretor do FBI, o plano criminoso envolvia o uso de drones e atiradores de elite. Ainda segundo a emissora, que cita autoridades não identificadas, cinco pessoas foram detidas e os investigadores identificaram 23 indivíduos em uma “possível rede de conspiradores”.
A estratégia consistia em utilizar drones para atingir prédios próximos à Casa Branca durante a luta do Ultimate Fighting Championship (UFC), provocando uma evacuação em massa que “levasse a multidão em direção a uma equipe de atiradores de elite previamente posicionada”. Também havia planos de invadir os portões da Casa Branca com uma “segunda onda”, conforme a reportagem.
Contexto do evento
O evento ocorreu no dia do 80º aniversário de Trump e fez parte das comemorações do governo pelo 250º aniversário da nação. A competição começou horas depois de Trump e autoridades iranianas anunciarem um acordo de paz para encerrar a guerra de quatro meses entre os dois países, que elevou os preços ao consumidor ao maior nível em três anos.
Trump tem sido alvo de várias tentativas de assassinato nos últimos anos, a mais recente em abril, quando um homem armado tentou invadir um jantar com jornalistas na Casa Branca.
Desenrolar do evento
Poucos minutos após se dirigir ao seu lugar na primeira fila — enquanto a banda da Marinha tocava ao vivo “Thunderstruck”, do AC/DC —, Trump já postava detalhes sobre o acordo com o Irã nas redes sociais e falava por telefone com jornalistas.
Dentro da jaula octogonal, patrocínios de grandes corporações americanas e de aliados políticos de Trump — incluindo a plataforma de streaming Rumble, a empresa de tecnologia EasyPost e o grupo conservador Turning Point USA — cobriam a lona. Vários lutadores vencedores cumprimentaram Trump após suas lutas. O lutador americano Bo Nickal, após vitória por nocaute, pulou a cerca da jaula para apertar a mão do presidente. Outro lutador vitorioso, o peso-pesado Josh Hokit, deu a Trump um objeto que pendurou no pescoço do presidente antes de proferir um discurso repleto de palavrões, incluindo elogios a Trump e uma provocação misógina à ex-primeira-dama Michelle Obama.
Após a competição, o presidente-executivo do UFC, Dana White, reiterou sua opinião de que o evento não deveria ser visto sob uma ótica política. “No 250º aniversário dos Estados Unidos, espero que esta noite tenha criado alguma unidade. Mesmo para as pessoas que achavam que isso seria uma grande declaração política ou algo do tipo. Não foi. Foram os americanos, todos os americanos, comemorando o aniversário”, disse White, amigo de longa data do presidente.