O senhor Abrante Gonçalves Pacheco, de 76 anos, morador de Peixe, interior do Tocantins, criou uma tradição familiar peculiar: nomear seus filhos com referências a jogadores de futebol. A história foi revisitada pelo ge.
Durante as Copas do Mundo dos anos 1970, Abrante ouvia as transmissões pelo rádio de pilha e anotava os nomes dos atletas citados. Com essas anotações, montou sua própria “seleção” e começou a homenagear os craques nos filhos.
No primeiro casamento, nasceram Mazuquievecz Oliveiros Breslei Pacheco, em referência ao goleiro uruguaio Mazurkiewicz, e Mastrangelo Abrante Uazambeque Pacheco, inspirado no atacante argentino Mastrángelo.
Após se mudar para o interior do Pará e casar novamente, Abrante teve mais quatro filhos. Em 1987 nasceu Bequembauer Samaronio Braistner Pacheco, homenagem a Beckenbauer e Breitner. Dois anos depois, Bornieque Brister Marcovit Pacheco, inspirado no polonês Boniek. Em 1991, Barezi Samambrique Tarantine Pacheco, combinando Baresi e Tarantini. Por fim, em 1992, Mazurquiane Helena Steler Pacheco, adaptando o nome do goleiro Mazurkiewicz para a primeira filha.
A filha Mazurquiane deu continuidade à tradição ao nomear seu filho em homenagem ao zagueiro brasileiro David Luiz. Barezi, um dos filhos, afirmou ao ge que pretende seguir o costume, mas ainda não definiu um nome.
Seu Abrante relatou dificuldades para registrar os filhos nos cartórios. “Com os cartórios eu encontrei problemas, mas foi mais aqui no Tocantins. Os que foram registrados no Goiás não tiveram problemas”, disse. Ele contou que a dona de um cartório relutou em registrar Mazurquiane, mas ele insistiu: “Não, já tem um estrangeiro aí. Mazurquiane vai ser registrada de Mazurquiane”.
Luciene Luiza De Paula Dias, filha da dona do cartório, recordou o registro de Barezi. “Quando eu comecei a trabalhar no cartório, eu era muito nova, tinha de 12 para 13 anos. Aí passou uns anos chega esse morador [Abrante], aí peguei os documentos dele e vi o nome 'Abrante Pacheco'. Aí eu perguntei: 'Como que é o nome dos filhos do senhor?' E ele respondeu: 'Barezi Samambrique Tarantine Pacheco'. Aí eu falei: 'Uai, mas o senhor não tem esses sobrenomes, se o sobrenome do senhor é só Pacheco. Que tanto de nome é esse desse menino?'”, contou Luciene. Após questionamentos, ela acabou registrando o nome.
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, novas inspirações podem surgir para que a tradição da família Pacheco continue.
Com informações de ge — Globo Esporte.