Até mesmo o primeiro e único trilionário do mundo hoje já enfrentou fracassos. E, claro, estamos falando de Elon Musk, fundador e CEO da Tesla e da SpaceX.
Em 2008, a SpaceX acumulava três tentativas mal sucedidas de lançamento do foguete Falcon 1. Ao mesmo tempo, a Tesla começava a passar por dificuldades, enquanto os Estados Unidos mergulhavam na crise imobiliária mais severa desde 1929.
Ainda assim, Musk não se deixou abalar pelo cenário adverso. Mesmo com recursos limitados e sustentando a empresa com seu próprio dinheiro, ele já tinha em mente, como diria mais tarde, que:
"Falhas fazem parte do processo. Se as coisas não estão falhando, você não está inovando o suficiente."
E aparentemente ele estava certo. Na quarta tentativa, o Falcon 1 finalmente pôde chegar à orbita terrestre e, 18 anos depois, a companhia que poderia ter levado Musk à falência se o lançamento falhasse de novo, o fez acumular uma fortuna maior do que o PIB de muitos países.
O que estaria por trás do pensamento do trilionário, ainda tão confiante diante da possibilidade de falhar?
Encarar o desconhecido
À primeira vista, a citação soa angustiante. Afinal, quem gostaria de admitir que está errado? Mas ela revela um outro lado desse processo: é somente através dele que a real inovação se torna possível.
Isso porque as falhas só ocorrem quando as pessoas saem de sua zona de conforto e testam os próprios limites, por meio de novas abordagens, assumindo riscos e, talvez, vivenciando alguns fracassos.
Portanto, a frase implica a ideia de que o fracasso — ainda longe da verdadeira derrota — deve ser utilizado como uma ferramenta, e não como uma punição a ser temida. Ele pode auxiliar a construir resistência, confiança e adaptabilidade.
E assim, os erros deixam de ser obstáculos e se tornam degraus que levam ao sucesso. O medo de falhar diminui, e ideias inovadoras passam a surgir com mais força.
Ousadia com estratégia
Da mesma forma que lidar com o fracasso e aprender com ele é crucial para o progresso, é importante ter em mente que assumir riscos não significa adotar uma postura impulsiva.
Musk não era ousado à toa. Antes de tomar decisões inovadoras — como fundar a SpaceX e tornar possível a privatização de empresas espaciais — o trilionário avalia cuidadosamente os riscos e suas potenciais recompensas.
O processo requer planejamento e longas pesquisas, que demandam tempo. Nenhum detalhe pode passar “batido”. Mas é somente por meio delas que Musk identifica chances de falha e elabora planos para contê-las.
O empresário também entendia que não conseguia fazer tudo sozinho, e que poderia também contar com o conhecimento de terceiros. Com uma equipe diversificada, ele reúne diferentes perspectivas e ideias, que o ajudam a tomar decisões assertivas.
E claro, não se pode esquecer de que sua coragem se dá por confiar cegamente em suas ideias e sua capacidade de colocá-las em prática — desafiando, sem medo, os limites da indústria tradicional.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.
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