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Rafael Lopes faz o preview do GP da Áustria de Fórmula 1 A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) declarou nesta quinta-feira (25) que o GP da Áustria de Fórmula 1, a ser disputado neste fim de semana, vai acontecer sob alerta de calor. A entidade tomou a decisão após constatar que a temperatura durante as atividades pode passar dos 31ºC. Acesse o canal de automobilismo do ge no WhatsApp 🔍 Adicione o ge nas suas fontes favoritas do Google F1 chega à Áustria com Ferrari em alta e Mercedes alerta Circuito de Spielberg, casa do GP da Áustria da F1 2026 Mark Sutton - Formula 1/Formula 1 via Getty Images No momento da publicação desta matéria, o sistema de meteorologia do site oficial da Formula One Management (FOM) prevê temperatura máxima de 32ºC na sexta-feira, e de 33ºC no sábado - a expectativa é de que o calorão se mantenha no domingo. "Em conformidade com o Artigo B1.5.10 do Regulamento da F1 da FIA, tendo recebido uma previsão do Serviço Meteorológico Oficial indicando que o Índice de Calor será superior a 31,0 °C em algum momento durante a Corrida desta Competição, declara-se uma situação de risco por calor", diz o comunicado do diretor de corrida Rui Marques. GP da Áustria terá alerta de calor FIA Com a decisão, as equipes vão ter que cumprir exigências da FIA para reduzir a sensação de calor dos pilotos dentro do cockpit. A principal obrigação é a instalação de um sistema de refrigeração de pilotos no carro, com a exceção de equipamentos pessoais. As regras estipulam que todo o equipamento deve estar instalado antes do início de corridas, sejam elas principais (aos domingos) ou sprint, quando há - o que não é o caso do GP da Áustria. Além disso, também há a possibilidade de os pilotos utilizarem um colete de refrigeração pessoal, mas o item não é uma unanimidade entre os competidores e, portanto, o uso não é obrigatório. Oliver Bearman com colete de resfriamento no paddock, antes do GP de Singapura de F1 2025 Clive Rose - Formula 1/Formula 1 via Getty Images Caso um piloto opte por não usar a vestimenta, a equipe deve acrescentar um lastro de 0,5kg no carro, com o objetivo de compensar o peso do item e manter a isonomia da competição. O mexicano Sergio Pérez, da Cadillac, disse em entrevista nesta quinta-feira que não pretende utilizar o colete - não só por uma possível perda de rendimento com o acréscimo de lastro, mas também por estar acostumado com o calor. Ele ainda aproveitou para brincar com os europeus da categoria. – Não quero usar, vocês já sabem, de todo modo você paga uma penalidade com o (acréscimo de) peso. Eu sou mexicano, então para mim isso não é tão quente assim. Os europeus estarem preocupados com este nível de calor me faz rir, mas para mim é bastante normal – disse. Sergio Pérez diz que não vai usar colete de resfriamento na Áustria Kym Illman/Getty Images O alerta de calor foi introduzido no ano passado na Fórmula 1, e utilizado pela primeira vez no GP de SIngapura daquele ano. A ideia da FIA era tornar o equipamento totalmente obrigatório neste ano, mas a entidade voltou atrás e manteve o uso do colete como opcional. A ideia de introduzir o sistema de resfriamento dos pilotos surgiu após o mal-estar sofrido pelos pilotos depois do GP do Catar de 2023. O americano Logan Sargeant, à época na Williams, abandonou a corrida em Lusail com sintomas de desidratação severa e gripe. Gripado, Logan Sargeant teve de abandonar a prova precocemente com uma desidratação severa no Catar Williams Racing Sargeant não foi o único a sentir o calor extremo no Catar: Esteban Ocon, hoje na Haas, revelou ter vomitado no capacete. Já Lando Norris e Lance Stroll relataram visão borrada e perda de consciência. O canadense da Aston Martin teve muita dificuldade para sair do carro ao término da corrida, e outros pilotos quase desmaiaram no centro médico. Infos e horários GP da Áustria de F1 2026 Infoesporte