Foi inaugurada nesta segunda-feira (1º), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a exposição O Brasil de Araquém Alcântara, que mescla arte e natureza. A mostra homenageia os mais de 50 anos de carreira do fotógrafo-documentarista, reconhecido por ser o primeiro a registrar todos os biomas brasileiros e por sua atuação em prol da conscientização ambiental.

Durante a abertura, o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, afirmou que as obras selecionadas revelam tanto a beleza dos biomas nacionais quanto os impactos da degradação ambiental. Segundo ele, "a boa fotografia é, em primeiro lugar, arte. Em segundo lugar, justiça humana. Em terceiro lugar, em áreas como meio ambiente, povos indígenas e populações tradicionais, denúncia". O ministro também observou que as imagens retratam a natureza em diferentes faces — intacta, destruída ou ameaçada — e registram a diversidade dos povos e comunidades do Brasil.

O fotógrafo Araquém Alcântara discursou sobre sua relação com a arte e o compromisso de sua obra com a defesa da vida. "A fotografia é o meu modo mais precioso de gritar por justiça, de proclamar solidariedade aos humildes e aos sem voz, aos enxotados, aos que são exterminados silenciosamente", declarou. Ele destacou ainda a urgência da reconciliação entre humanidade e natureza, e como suas imagens buscam sensibilizar consciências e preservar a memória de paisagens e culturas ameaçadas.

Além da exposição, o evento marcou o lançamento do livro 50 Anos de Fotografia, que reúne parte do acervo artístico de Araquém Alcântara. A mostra fica aberta ao público a partir desta terça-feira (2), das 9h às 19h, no mezanino do Edifício dos Plenários, na sede do STJ.

Com informações de STJ — Superior Tribunal de Justiça.