A exposição gratuita Saudação a Iemanjá - 3 Tempos, organizada pelo movimento artístico independente Tabuleta Itinerante, está em cartaz na Biblioteca Parque Estadual, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, até o dia 15 de maio. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
A mostra reúne obras de mais de 100 pessoas, incluindo artistas plásticos renomados, galeristas, curadores e participantes que fizeram suas primeiras exposições por meio do movimento Tabuleta Itinerante. Todas as 123 peças têm como tema Iemanjá e podem ser adquiridas pelo público. As pinturas medem 40 por 60 centímetros e os preços variam de R$ 200 a mais de R$ 4 mil.

A exposição apresenta diferentes leituras e linguagens inspiradas na figura de Iemanjá, descrita como Rainha do Mar e mãe de quase todos os orixás. As obras convidam o público a refletir sobre a diversidade de interpretações e manifestações artísticas relacionadas à divindade, símbolo do amor maternal e padroeira dos amores.
Evolução do movimento
Em entrevista à Agência Brasil, a organizadora e curadora da exposição, Bianca Branco, afirmou que o movimento Tabuleta Itinerante foi criado em 2 de fevereiro de 2024, Dia de Iemanjá, com uma mostra de 15 artistas na Praia do Arpoador, em Ipanema, zona sul do Rio. Desde então, foram realizadas 15 exposições com temáticas variadas, sendo três sobre Iemanjá, “sem patrocínio, sem apoio, sem dinheiro, sem cobrar dos artistas”. “Eu vou fazendo no peito e na raça”, disse Bianca, que é artista plástica e pinta desde criança.

Na segunda mostra sobre Iemanjá, no Arpoador, o número de artistas subiu para 50. A terceira já somava 100 artistas. Bianca conseguiu levar essa exposição para o Parque Glória Maria, em Santa Teresa, região central do Rio, de 7 de março a 12 de abril deste ano, com mais de 150 peças.
“Eu sempre vi o quão difícil era se inserir nessa área”, comentou Bianca, ao afirmar que “o meio da arte é uma 'panela' muito grande”. Quando ela se mudou para o Rio, em 2008, montou um ateliê aberto e teve contato maior com outros artistas, muitos desconhecidos. A criação do Tabuleta Itinerante teve a intenção de “puxar uma galera que não tinha o costume de estar nas galerias”.
Alguns dos artistas do Tabuleta já estão expondo em outros lugares. “Dá muito trabalho porque a gente gasta muito dinheiro. Mas compensa muito. Eu tenho conseguido estar em lugares que, eu vejo, a galera não tem muita facilidade de ter acesso”, contou.
Na avaliação da secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, receber a exposição na Biblioteca Parque Estadual reforça o “compromisso com a valorização das diferentes manifestações culturais que compõem a identidade do povo fluminense”.
Com informações de Agência Brasil — Cultura.