O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) conta com 51 policiais militares disponíveis para sua segurança pessoal e de familiares em São Paulo, para onde se mudou após deixar o governo goiano em março deste ano. O número supera o efetivo de um pelotão militar e foi formalizado por uma portaria publicada um dia após sua renúncia ao cargo, conforme apuração da Folha de S.Paulo.
Portaria amplia estrutura de proteção a ex-governadores
As novas regras, assinadas pelo secretário-chefe da Casa Militar de Goiás, Marco Aurélio Godinho, aumentaram a estrutura de proteção destinada a ex-governadores. A norma prevê que a segurança também possa ser estendida a familiares e que os custos de transporte, hospedagem e logística sejam assumidos pela Casa Militar do estado.

Os salários dos 51 agentes somam cerca de R$ 797,5 mil por mês, sem incluir gratificações, funções comissionadas e outras despesas operacionais. Questionado sobre os números, o governo de Goiás afirmou que não divulga detalhes do efetivo por razões de segurança institucional e informou que os policiais atuam em sistema de revezamento.
Defesa de Caiado e versão da assessoria
Em nota, Caiado afirmou que não possui uma equipe fixa de 51 pessoas atuando diretamente em sua proteção. “Ter escolta não é mordomia. É proteção a quem mais enfrentou o PCC, o Comando Vermelho e as facções criminosas no Brasil”, alegou. Segundo sua assessoria, “a equipe que atende Caiado tem, na verdade, 4 integrantes que se revezam de acordo com a escala, e não 51 pessoas”.
O ex-governador também defendeu a manutenção do benefício: “Quem combateu o crime organizado e reduziu em 84% os crimes violentos em Goiás precisa de segurança”. A assessoria, porém, não contestou a informação de que os 51 policiais estão formalmente disponíveis para atuar em sua proteção e na de familiares.
Caiado afirmou ainda que, após a homologação de sua candidatura à Presidência da República, deverá contar com reforço da Polícia Federal. “Os riscos não podem ser minimizados. O narcotráfico, o PCC e o Comando Vermelho não esquecem a mão pesada de Ronaldo Caiado em Goiás”, declarou.