O mundo aguarda os detalhes do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, no domingo (14). A assinatura do documento por representantes dos dois países está prevista para a próxima sexta-feira (19), na Suíça.
Estreito de Ormuz e bloqueio naval
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que autoriza "integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágios" e "a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos" a portos do Irã. O estreito, por onde circulava 20% do petróleo mundial antes do conflito, foi quase totalmente bloqueado pelo regime iraniano nos últimos meses. Em outra mensagem, Trump esclareceu que a reabertura ocorrerá apenas após a assinatura do acordo na sexta-feira, para fins de remoção de minas.

Frente libanesa
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou no fim de semana que "ambos os lados declararam o término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, inclusive no Líbano", onde Israel enfrenta o grupo Hezbollah, aliado do Irã. O fim do conflito na frente libanesa foi uma exigência iraniana para o acordo. Ainda não se sabe como a questão será resolvida, já que o governo do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que manterá as posições ocupadas no sul do Líbano desde o início da guerra.
Programa nuclear e sanções
Segundo o site Axios, o acordo também estabelece que Estados Unidos e Irã negociarão durante 60 dias a respeito do enriquecimento nuclear iraniano e do descarte de urânio altamente enriquecido. Os americanos e Israel iniciaram o conflito em 28 de fevereiro, sob o argumento de que Teerã estava perto de obter armas nucleares. O regime islâmico alega que seu programa nuclear tem fins pacíficos. Pelo acordo, os EUA se comprometem a discutir o alívio das sanções ao Irã e a liberação de fundos iranianos bloqueados, medidas condicionadas ao cumprimento das exigências pelo regime persa.