
Sou um crítico contumaz da FIFA. De como ela comanda o futebol, e, talvez o meu maior problema com ela, de como ela administra o futebol de salão, que foi minha vida durante felizes 26 anos. Para ela, a FIFA, tudo é negócio, e por fazer negócio, colocou 48 seleções na Copa do Mundo. Jogadores de Curaçao comemoram empate com o Equador na Copa do Mundo 2026 Hakan Akgun/Anadolu via Getty Images Fui absolutamente contra esse exagero numa competição em que deveriam estar as melhores seleções do mundo, mas não posso deixar de pensar que esse formato dá um verniz mais democrático ao maior evento do mundo junto com as Olimpíadas. Essa Copa está escrevendo histórias que não seriam possíveis no formato anterior. Nós não conheceríamos o “Vozinha”, goleiro de Cabo Verde que virou celebridade mundial depois do jogo contra a Espanha. Não sentiríamos a alegria de um gol, ou um ponto, de seleções como Curaçao, Panamá, Irã, Iraque e outros países que jamais teriam a chance de jogar uma Copa do Mundo com 32 equipes. Hélio Varela comemora gol do empate de Cabo Verde contra o Uruguai Alex Slitz/Getty Images Sei que a FIFA, tão insensível e fria, não pensou por esse lado, e por pensar somente no negócio, até inventou um tal de Cooling Break, que tira completamente o ritmo do jogo. Mas a Copa está bem bacana, e isso eu tenho que reconhecer. Além do futebol, que amo desde que me conheço por gente, tenho visto imagens muito, mas muito legais. E vou continuar apaixonado pela bola, pelas histórias, pelos personagens improváveis, pelos gênios, como Messi, Mbappé, Cristiano Ronaldo... e torcendo para que todos eles, independente de nacionalidades, continuem nos maravilhando com seus dribles, seus gols e suas histórias.