Um artigo publicado no Diário do Centro do Mundo, de autoria de Moisés Mendes, questiona a associação da Estátua da Liberdade ao poder feminino. O texto surge no contexto de um vídeo iraniano que mostra o Cristo Redentor e a Estátua da Liberdade em luta, frequentemente interpretado como um embate entre o masculino e o feminino.

Segundo Mendes, a figura feminina é usada desde a Grécia Antiga em representações de liberdade, pátria e justiça. Ele cita exemplos em Porto Alegre, como a deusa Themis no antigo prédio do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul e o monumento a Júlio de Castilhos, onde a República é representada por uma mulher. No entanto, argumenta que a Estátua da Liberdade, presenteada pela França aos Estados Unidos, nunca foi aceita por mulheres americanas antifascistas como símbolo de liberdade.

O autor afirma que a estátua representa a imposição do poder econômico e político dos Estados Unidos, associado à arrogância, guerra e morte. Ele sugere que, se votasse, a estátua teria apoiado Donald Trump, não Kamala Harris. Mendes conclui que o corpo da mulher é explorado para criar uma representação feminina que, na essência, expressa o poder masculino branco e belicista.

O artigo encerra com a observação de que o autor não possui lugar de fala feminino, mas escreveu por se sentir incomodado, e afirma que o Cristo Redentor é mais feminino do que a estátua do imperialismo americano.

Com informações de Diário do Centro do Mundo.