O Estádio Azteca, na Cidade do México, será palco da Copa do Mundo pela terceira vez em 2026, após uma reforma de 225 milhões de dólares (cerca de R$ 1,1 bilhão). A arena, que completa 60 anos em 2026, recebeu o torneio anteriormente em 1970 e 1986, totalizando 19 partidas até hoje — recorde entre os estádios.
Para esta edição, o estádio foi rebatizado pela Fifa como Estádio da Cidade do México. Sediará cinco jogos: três da fase de grupos (incluindo a partida de abertura entre México e África do Sul), um da fase de 32 avos e um das oitavas de final. A capacidade atual é de aproximadamente 87 mil lugares, ante os 110 mil de 1970, mas ainda impressiona.
Reforma e modernização
A Fifa assumiu a gestão do estádio em 14 de maio de 2026, após 18 meses de obras. A reforma incluiu a troca de toda a área de competição, realocação dos vestiários e aumento de 4 mil lugares (de 83 mil para 87 mil). O gramado recebeu dois sistemas inovadores: um de sucção para drenagem rápida da chuva e outro de injeção de ar para favorecer a respiração da grama. Segundo a Fifa, é o melhor gramado da Copa.
O diretor geral executivo da arena, Alexandre Costa, afirmou que o desafio foi adaptar um estádio dos anos 1960 às necessidades de uma Copa do Mundo em 2026. O estádio agora se chama Estádio Banorte.
Propriedade e gestão
O Azteca pertence ao Grupo Ollamani, controlado pela Controladora Deportivas Águilas (51%) e pelo fundo General Atlantic (49%). O mesmo grupo também é dono do clube América. Alexandre Costa, que trabalhou no Botafogo, Allianz Parque, Maracanã e no Porto (Portugal), foi contratado para liderar a modernização, com foco em infraestrutura, sistema digital e experiência do torcedor.
O estádio ficou fechado por 671 dias para as obras, reabrindo em 28 de março de 2026 com um amistoso entre México e Portugal (1 a 1). Houve atrasos no cronograma: a reforma começou em abril de 2024, e não em 2023 como previsto inicialmente.
Com informações de ge — Globo Esporte.