A Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG) completou 80 anos de fundação nesta quarta-feira (3/6). Criada pelo Decreto nº 1.751/1946, a instituição já formou mais de 500 mil trabalhadores de todas as regiões do estado e se tornou referência em educação em saúde. É a primeira escola estadual de saúde pública do Brasil.
A ESP-MG foi criada em um contexto de grandes desafios sanitários. Em 1946, doenças como malária, tuberculose, febre tifoide e enfermidades diarreicas eram frequentes, agravadas pela falta de saneamento, condições precárias de vida e alta mortalidade infantil. A criação da escola fez parte da Reforma Alvino de Paula, que reorganizou os serviços de saúde em Minas Gerais e implantou um novo modelo de atenção.

Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a trajetória da ESP-MG evidencia a importância da formação permanente para a melhoria dos serviços à população. “A ESP-MG tem um papel fundamental na construção e no fortalecimento do SUS em Minas. Ao formar trabalhadores em todas as regiões do estado, a escola ajuda a qualificar o atendimento, aprimorar a gestão e aproximar cada vez mais a saúde pública das necessidades reais dos mineiros”, destacou.
Referência em educação em saúde
Ao longo das décadas, a escola ampliou sua atuação, inaugurou sede própria em 1959 e passou por transformações institucionais. Foi vinculada à Fundação Ezequiel Dias (Funed) e, em 2007, conquistou autonomia, sendo reconhecida como Escola de Governo na área da saúde.

A diretora da ESP-MG, Mara Guarino Tanure, afirmou que a trajetória da instituição reflete seu impacto social. “Ao longo de 80 anos, a escola já qualificou mais de 500 mil trabalhadoras e trabalhadores, por meio de mais de 900 cursos em mais de 6 mil turmas. Esses números representam vidas transformadas e o SUS sendo construído no cotidiano”, disse.
Ex-alunos também destacam a qualidade da formação. A gestora de saúde Vyvian Ambrosino relatou que a especialização trouxe conhecimentos aplicados na prática e a tornou uma gestora mais preparada. Marisa da Silva Vieira, ex-aluna da especialização em saúde prisional, afirmou que a formação trouxe mais segurança para sua atuação profissional. Nas redes sociais, Luís Paulo comentou: “Na ESP, aprendi muito mais do que ensinei. Saudades de atuar junto aos cursos da escola”. Stefania Marcos avaliou que a instituição cumpre um papel estratégico na rede pública: “A ESP funciona como ponto da rede do SUS. Ela faz conexão, cria pontes e derruba muros”.
Com informações de Governo de Minas Gerais.