A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) alerta que milhares de escolas no país apresentam níveis elevados de radônio, um gás radioativo invisível, inodoro e que surge da decomposição natural de urânio no solo. O perigo está na inalação prolongada, que pode causar câncer de pulmão, especialmente entre pessoas que nunca fumaram.

Segundo a EPA, cerca de uma em cada cinco escolas americanas tem ao menos uma sala com níveis elevados de radônio. Estima-se que mais de 70 mil salas de aula em atividade apresentem alta concentração do gás. Apesar disso, apenas 20% dos distritos escolares realizaram testes de monitoramento, deixando a maioria sem verificação preventiva.

Como o radônio se infiltra nas escolas

O gás radioativo sobe do solo e penetra nas edificações por meio de rachaduras nas fundações. A diferença de pressão entre o interior dos prédios e o solo pode sugar o radônio para dentro. A concentração varia muito entre cômodos de um mesmo corredor, de modo que uma sala considerada segura não garante que a sala ao lado esteja livre do contaminante.

Medição e monitoramento

A detecção eficaz exige aparelhos específicos posicionados em locais com grande circulação de alunos e funcionários, priorizando salas em contato direto com o chão, como salas de aula e bibliotecas. Os períodos mais frios do ano são ideais para as verificações de curta duração, pois portas e janelas ficam fechadas e os sistemas de calefação operam continuamente, refletindo com mais precisão a exposição média diária dos estudantes.

A unidade de medida usada é o picocurie por litro (pCi/L). As diretrizes governamentais determinam ações de redução em áreas prioritárias com altos índices, como laboratórios, refeitórios e ginásios cobertos nos pavimentos inferiores.

O que fazer ao detectar níveis perigosos

A identificação de um número alarmante deve motivar testes complementares, e não pânico, já que os níveis internos oscilam diariamente. Especialistas buscam falhas estruturais na fundação antes de iniciar obras corretivas. Estratégias comuns incluem a instalação de sistemas mecânicos de exaustão sob a laje, vedação de rachaduras no piso e monitoramento contínuo dos índices radioativos.

Orientações para as famílias

Os responsáveis devem questionar a administração escolar sobre a data da última vistoria, quais espaços foram verificados e quais medidas foram adotadas caso os índices tenham superado o limite tolerável. A divulgação de relatórios detalhados ajuda a tranquilizar os pais. Como as residências próximas compartilham a mesma geologia regional, realizar vistorias domésticas também é recomendado como medida de prevenção em saúde.

Com informações de Catraca Livre.