A Seleção Brasileira venceu o Egito por 2 a 1 no último amistoso antes da Copa do Mundo, disputado em Brasília. Bruno Guimarães abriu o placar no primeiro tempo, mas o Egito empatou após falha de Marquinhos. Endrick, que entrou no segundo tempo, marcou o gol da vitória e foi um dos destaques da partida.

Atuações individuais

Goleiros

Alisson não teve o que fazer no gol de Zico e foi pouco exigido, passando batido no primeiro tempo em que o Egito pouco acertou o alvo.

Bento foi mais exigido que Alisson e apresentou a sobriedade e segurança esperadas de um goleiro experiente.

Laterais

Wesley dava profundidade ao lado direito até sentir lesão e deixar o campo chorando aos 16 minutos.

Danilo, com características opostas a Wesley, cumpriu seu papel, foi bem postado e não permitiu criação pelo seu setor. Voltou do intervalo com a faixa de capitão e teve atuação mais conservadora.

Guilherme Arana foi discreto e seguro, não levou perigo pelo seu setor e deu suporte ofensivo. Foi responsável pelo desarme que iniciou o segundo gol brasileiro.

Zagueiros

Marquinhos esteve longe da segurança habitual: errou passe para trás que resultou no gol de empate do Egito e teve dificuldades no combate direto.

Léo Ortiz foi firme no combate direto, bem nas bolas aéreas e eficiente na recuperação, com pouca participação na construção ofensiva.

Murilo simplificou e foi mais seguro que o experiente companheiro de zaga. Recebeu bronca de Casemiro ao tentar driblar no início, mas foi firme depois. Alternou pelos lados e foi bem nos duelos com Marmosh.

Meio-campistas

André tem mais jogo com a bola nos pés, arriscou passes verticais e lançamentos longos, e cumpriu seu papel defensivamente.

Casemiro teve maior participação na proteção defensiva do que na construção, ocupando espaços quando o time sofria na transição.

João Gomes foi sóbrio e posicionado, muito bem no desarme e nas antecipações, principalmente no início do segundo tempo.

Bruno Guimarães foi o melhor do time no primeiro tempo. Com a entrada de Paquetá, teve mais liberdade para pisar na área e marcou o gol. Descolou diversos bons passes, um deles deixando Igor Thiago na cara do gol.

Paquetá teve mais uma boa atuação, impondo-se na marcação e saindo para jogar. Fez o jogo girar e arriscou passes decisivos.

Atacantes

Raphinha teve ótimo início enquanto Wesley esteve em campo, roubando bolas e tabelando. Apareceu menos na reta final do primeiro tempo.

Vinicius Jr. chamou atenção pela diferença de performance quando entra no decorrer do jogo. Buscou dribles e acertou boa parte, mas prendeu demais a bola.

Martinelli cumpriu bem o papel de meia pela esquerda e na cobertura. Fez boas jogadas de associação e deu assistência para o gol de Endrick. Faltou maior ímpeto para finalizar.

Matheus Cunha mostrou muita disposição e força física, mas faltou refino com a bola em lances importantes. Funcionou mais sem a bola.

Endrick é uma das notícias mais animadoras da Seleção para a Copa. Sempre que entra, dá vida ao time pela disposição, movimentação e presença de área. Decidiu o jogo e protagonizou outros lances de perigo.

Igor Thiago foi muito acionado, cometeu erros técnicos e foi parado por faltas. Em sua melhor jogada, passou por três adversários e tocou para Raphinha finalizar. Perdeu boa chance ao demorar para finalizar.

Rodrygo é especialista em jogo associativo e fez quem estava próximo jogar melhor. Dialogou com Raphinha e Endrick e contribuiu para a pressão que originou o segundo gol.

Análise da partida

Com novidades entre os titulares, o Brasil criou o suficiente para sair na frente no primeiro tempo, mas os atacantes perderam chances claras. A lesão de Wesley forçou mudanças. As alterações no segundo tempo fizeram o time crescer, e Endrick ganhou força como alternativa para a Copa. Na reta final, a equipe apenas controlou a partida.

Com informações de ge — Globo Esporte.