Um estudo conduzido por Ufuk Akcigit, da Universidade de Chicago, e colaboradores revela que o fenômeno de migração de talentos da academia para a indústria, inicialmente observado entre pesquisadores de inteligência artificial (IA), agora se replica na área de economia — e em ritmo acelerado.
Comparação histórica
Em 2001, menos da metade dos pesquisadores de IA atuava no setor privado. Em 2019, essa parcela havia saltado para mais de dois terços. O novo estudo indica que trajetória semelhante está em curso entre economistas, com a velocidade do movimento aumentando.
Implicações para a pesquisa
A transferência de especialistas para empresas de tecnologia, especialmente as focadas em IA, pode reduzir o contingente de economistas dedicados a questões acadêmicas e de políticas públicas. O trabalho de Akcigit e colegas acende um alerta sobre o possível desequilíbrio entre inovação aplicada e produção de conhecimento aberto.
Os autores não detalham números específicos para economistas, mas destacam a tendência como um padrão que merece atenção da comunidade científica e dos formuladores de políticas.