A empresa Entre Cordas, responsável pelo salto de rope jump que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira (SP), no sábado (13), não possuía autorização da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) para realizar atividades esportivas na Ponte do Esqueleto, conforme informou a pasta nesta segunda-feira (15).
De acordo com a SPU, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a ponte pertencia a um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e, desde 2026, é propriedade patrimonial da União. A pasta afirmou que o local não havia sido autorizado para nenhuma atividade esportiva.
Falta de autorização para atividades esportivas
A nota oficial da SPU detalhou que “o processo de incorporação da ponte ao patrimônio da SPU só foi autorizado em 2026. Mesmo assim, desde 2024, em diferentes momentos a SPU pediu apoio às prefeituras locais para bloquear o acesso à referida ponte. Em 2024, em função dessa parceria, a ponte foi bloqueada por alguns meses. Posteriormente, a reabertura foi discutida e defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira”.
A Secretaria declarou ainda que considera necessário “juntar esforços para evitar o acesso à ponte e coibir atividades ilegais”.
Acidente fatal e prisão dos responsáveis
Maria Eduarda morreu após ser arremessada de uma altura de 40 metros sem estar presa à corda de segurança. Um vídeo do momento mostra funcionários da Entre Cordas a jogando da ponte, enquanto pessoas no local gritam ao perceber a ausência do equipamento de segurança. Testemunhas afirmaram que a jovem “filmou a própria morte”.
Após a queda, houve tentativas de reanimação cardiopulmonar por pessoas no local até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas Maria Eduarda morreu em decorrência de politraumatismo. O velório ocorreu na manhã de domingo (14) no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo.
Três funcionários da empresa foram presos e a Justiça de São Paulo converteu a prisão em preventiva, citando “negligência” por parte da companhia. A CNN Brasil tentou contato com a Entre Cordas, mas não obteve retorno até o momento.