O Brasil se aproxima de uma das eleições mais importantes de sua história recente, segundo artigo publicado na Revista Fórum. Mais do que escolher representantes, a disputa definirá qual projeto de país prevalecerá nos próximos anos: o da democracia, dos direitos e da justiça social, ou o da intolerância, do autoritarismo e do retrocesso.
De acordo com o texto, a extrema direita não desapareceu. Ela continua organizada, ocupando espaços institucionais, disseminando desinformação, atacando instituições democráticas e promovendo discursos de ódio contra minorias. Seu projeto político, afirma o artigo, segue sendo o enfraquecimento dos direitos sociais, o ataque às políticas públicas e a criminalização dos movimentos populares.
O artigo argumenta que não basta vencer a disputa presidencial. A experiência dos últimos anos demonstrou que nenhum governo comprometido com o povo consegue avançar plenamente quando enfrenta um Congresso dominado por forças conservadoras e reacionárias. Um Parlamento hostil bloqueia políticas públicas, dificulta investimentos sociais e ameaça direitos conquistados.
A defesa da democracia, segundo o autor, exige organização, mobilização e participação popular. As forças progressistas, democráticas e populares precisam compreender a dimensão do desafio histórico. Divergências legítimas não podem obscurecer aquilo que as une: a defesa da democracia, dos direitos humanos, da soberania nacional e da dignidade do povo brasileiro.
Eleger um Congresso Sem Inimigos do Povo, conforme o artigo, significa construir uma maioria parlamentar comprometida com a redução das desigualdades, geração de empregos, valorização dos salários, educação pública de qualidade, fortalecimento do SUS, proteção do meio ambiente, igualdade racial e direitos de segmentos historicamente excluídos.
Significa também impedir que o Parlamento seja usado para sabotar conquistas sociais, enfraquecer instituições democráticas ou alimentar projetos autoritários. A democracia não é uma conquista permanente; precisa ser defendida todos os dias, especialmente quando forças extremistas tentam normalizar o ódio, a violência política e o desprezo pela Constituição.
Cada voto para deputado federal e senador será decisivo, afirma o texto. Não haverá transformação social profunda sem uma correlação de forças favorável no Congresso Nacional. É no Parlamento que muitas batalhas decisivas pelo futuro do Brasil serão travadas.
O artigo conclui que a luta pelos direitos humanos e pela democracia passa pela disputa do Congresso Nacional. Em 2026, a missão é fortalecer a unidade democrática, ampliar a representação popular e eleger um Congresso Sem Inimigos do Povo, comprometido com a democracia, a justiça social e a construção de um Brasil mais humano, soberano e inclusivo.
O texto é assinado por Pedro Batista, gestor público e presidente do Instituto Participar, e não reflete necessariamente a opinião da Fórum.
Com informações de Revista Fórum.