Dados da 3ª estimativa divulgada nesta 5ª feira (25.jun.2026) pelo BEA (Bureau of Economic Analysis) mostram que o PIB real dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anual de 2,1% no 1º trimestre de 2026. O resultado representa uma aceleração ante o 4º trimestre de 2025, quando o país havia registrado um crescimento de 0,5%.
O dado atual também traz revisão para cima de 0,5 ponto percentual em relação à estimativa anterior. Reflete principalmente uma redução nas importações –que são subtraídas no cálculo do PIB–, o que acabou compensando uma leve revisão para baixo dos gastos dos consumidores. Eis a íntegra do documento (PDF – 684 kB, em inglês).
Os pilares que sustentaram a expansão econômica de janeiro a março foram:
- investimentos e exportações – contribuíram positivamente para o saldo final;
- gastos governamentais – houve um aumento, com o setor público apresentando um crescimento de 7,5% em seu valor agregado real;
- setor de serviços e indústria – crescimento liderado pelas indústrias de informação, serviços profissionais, científicos e técnicos, além da fabricação de bens duráveis.
Por outro lado, o comércio (varejista e atacadista) e o setor de finanças e seguros registraram retrações, atuando como freios para um crescimento ainda maior.
No campo social, a renda pessoal dos norte-americanos subiu 3,4% (um acréscimo de US$ 222,6 bilhões). O destaque absoluto foi a Dakota do Norte, onde a renda saltou 22,4% no trimestre.
Já o Havaí registrou uma queda acentuada de 23,9%. O relatório explica que o movimento é um ajuste técnico depois do pagamento de indenizações às famílias vítimas dos incêndios florestais de Maui em 2023.
O crescimento não foi uniforme em todo o território. O PIB real aumentou em 46 Estados e no Distrito de Columbia. O Estado de Washington liderou o ranking com uma expansão de 4,5%, impulsionado pelo setor de tecnologia. No extremo oposto, a Dakota do Sul viu sua economia encolher 1,6%, afetada principalmente pela agropecuária e silvicultura.
A pressão inflacionária permanece no radar. O PCE (índice de preços de despesas de consumo pessoal) aumentou 4,6% no trimestre. Já os lucros corporativos mostraram resiliência, com um aumento de US$ 74,4 bilhões na produção corrente.
Os dados consolidados reforçam uma trajetória de recuperação da economia norte-americana, que parece ter deixado para trás o ritmo lento observado no final de 2025.
A próxima atualização oficial sobre o desempenho econômico (estimativa antecipada do 2º trimestre) será em 30 de julho.